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INDÚSTRIA CRUEL

Incêndio mais fatal da história: chamas matam mais de 1 milhão de galinhas em granja nos EUA

Fogo se espalhou rapidamente entre galpões com cerca de seis milhões de galinhas e mobilizou 15 equipes de bombeiros.

2 de abril de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Belmond Fire Department

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão da Hawkeye Pride Egg Farm, em Iowa (EUA), mostrando a brutalidade dessa indústria que aprisiona milhões de animais em espaços fechados, sem qualquer chance de fuga diante do perigo. Ao menos um milhão de galinhas morreram amontoadas dentro das instalações, sufocadas e queimadas vivas.

Considerado o incêndio mais letal envolvendo animais na história dos Estados Unidos, o caso mostra os horrores estruturais da produção intensiva. Em estruturas projetadas para maximizar lucro e eficiência, indivíduos são mantidos em densidades extremas, onde qualquer falha, como um incêndio, rapidamente se converte em morte em massa.

O complexo, localizado próximo à cidade de Corwith, mantinha cerca de seis milhões de galinhas utilizadas na produção de ovos. Estimativas indicam que cinco em cada seis aves tenham sobrevivido, mas o número exato de vítimas não foi divulgado.

De acordo com autoridades locais, o fogo começou pouco antes das 18h e rapidamente se alastrou devido ao tamanho dos edifícios e à proximidade entre os galpões. Quinze corpos de bombeiros foram mobilizados, mas grande parte das estruturas ao sul do ponto inicial foi considerada irrecuperável. As chamas continuaram ativas no dia seguinte, enquanto equipes trabalhavam na remoção de escombros. Um bombeiro ficou ferido durante a operação.

A causa do incêndio ainda está sob investigação.

A Hawkeye Pride Egg Farm integra o grupo Versova Family of Companies e figura entre as maiores produtoras de ovos dos Estados Unidos, produzindo cerca de três milhões de unidades por dia, um volume que só é possível à custa do confinamento extremo e da objetificação de vidas. No local, galinhas eram mantidas tanto em sistemas convencionais quanto em modelos “livres de gaiolas”, vendidos ao público como alternativas mais éticas. No entanto, a tragédia mostra que, independentemente do rótulo, esses sistemas continuam submetendo milhões de animais a condições desumanas de confinamento, nas quais não há qualquer chance de escapar quando o desastre acontece.

Incêndios anteriores já haviam exposto esse mesmo padrão de negligência estrutural. Em 2020, cerca de 400 mil galinhas morreram em um complexo no Nebraska; em 2012, aproximadamente meio milhão de aves morreram em uma incubadora no Colorado. Ainda assim, casos como esses seguem sendo tratados como fatalidades pontuais, quando, na realidade, revelam a realidade de uma indústria que naturaliza a morte em massa como parte do processo produtivo.

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