A paisagem que deveria ser sinônimo de beleza e tranquilidade em Maceió, Alagoas, tem sido marcada por cães que estão sendo abandonados na Ilha da Andorinha, vagando sem rumo, dependentes da própria sorte em um espaço isolado, onde a sobrevivência se transforma em luta diária.
O que começou com dois cachorros soltos na ilha agora se tornou um grupo maior, crescendo à medida que novos animais são deixados no local. Sem caseiro e, segundo relatos, atualmente sem qualquer presença fixa que iniba os abandonos, a área teria se tornado ponto recorrente de descarte de cães por seus tutores.
Moradores do bairro Pontal da Barra relatam que o abandono vem ocorrendo com frequência. A ausência de vigilância constante estaria facilitando a ação de quem, deliberadamente, escolhe a ilha como destino final para cães. Isolados, os animais ficam expostos à fome, à sede, a doenças e a riscos ambientais, sem qualquer assistência regular.
Diante da omissão dos responsáveis, a solidariedade tem partido da própria comunidade. Semanalmente, moradores atravessam até a ilha para levar ração e água aos cães. Cidadãos comuns assumindo, com recursos próprios, uma responsabilidade que deveria ser dos tutores e do poder público.
O abandono de animais é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão e multa. Não se trata de descuido ou “falta de opção”, mas de maus-tratos. Deixar um animal em um local isolado, sem garantia de alimentação, abrigo e cuidados, é condená-lo ao sofrimento.
Casos como o da Ilha da Andorinha mostram a urgência de fiscalização e políticas públicas eficazes de proteção animal. Enquanto os responsáveis seguem impunes, são os cães que pagam com medo, fome e abandono. Denúncias podem e devem ser feitas aos órgãos competentes.
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