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TECNOLOGIA

IA ajuda tutores a reencontrar animais domésticos perdidos nos EUA

Ferramentas com IA estão ajudando famílias a localizar pets desaparecidos ao cruzar fotos com bancos de dados de abrigos e redes sociais

24 de março de 2026
Ana Luiza Figueiredo
3 min. de leitura
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Foto: FotoEyes / Shutterstock.com

A inteligência artificial (IA) tem sido usada para ajudar tutores a localizar animais desaparecidos, com casos recentes mostrando reencontros em diferentes regiões dos Estados Unidos. A tecnologia compara fotos enviadas pelos tutores com imagens de animais encontrados em abrigos ou registrados online, facilitando a identificação mesmo após mudanças na aparência.

Os relatos foram reunidos por uma reportagem do Washington Post, destacando histórias de tutores que conseguiram recuperar seus animais domésticos após dias ou até meses de busca. A iniciativa envolve bancos de dados alimentados por organizações de bem-estar animal e o uso de algoritmos que analisam características físicas específicas dos animais.

Como funciona a busca com IA

O sistema funciona a partir do envio de fotos dos animais desaparecidos para plataformas digitais. A IA analisa traços como estrutura facial, padrão da pelagem e formato das orelhas, cruzando essas informações com milhares de imagens disponíveis em redes sociais e em cerca de 3 mil abrigos e centros de resgate.

Mesmo quando os animais estão sujos ou com aparência diferente após viverem nas ruas, o sistema consegue identificar semelhanças. Segundo a organização Petco Love, responsável pela plataforma Petco Love Lost, mais de 200 mil reencontros entre animais e tutores foram registrados desde 2021.

Julie Castle, CEO da Best Friends Animal Society, afirmou que a tecnologia não substitui o uso de microchips, mas amplia as chances de localização. Segundo ela, “essa é uma das áreas em que a IA realmente traz ganhos e pode mudar o jogo na reunião de animais com seus tutores”.

Casos de reencontro chamam atenção

Entre os exemplos está o de Sweetie, uma cadela desaparecida por quase dois meses na Califórnia. A tutora, Ivelis Alday, recebeu um e-mail com a correspondência feita pela IA e reconheceu o animal imediatamente. O reencontro ocorreu após a identificação em um abrigo.

Outro caso envolve Sandy, uma cadela que desapareceu durante uma tempestade. Sem microchip, ela foi localizada 33 dias depois em um centro de resgate em San Antonio, após a IA identificar padrões únicos, como marcas na língua.

Já a gata Lucy foi encontrada em menos de 12 horas em Ohio. O animal havia se escondido no capô de um carro e foi levado a outro local sem que o motorista percebesse. A correspondência gerada pelo sistema permitiu que a família a recuperasse no mesmo dia.

Tecnologia complementa métodos tradicionais

A busca por animais desaparecidos já contava com ferramentas como microchips, redes sociais, coleiras com GPS e câmeras térmicas. A chegada da inteligência artificial amplia esse conjunto de soluções, especialmente em cenários em que não há identificação eletrônica.

Em um dos casos, a cadela Millie foi localizada cerca de 15 horas após fugir em Manhattan, mesmo sem o microchip devidamente registrado. A IA cruzou a imagem com um registro feito em uma clínica veterinária em outro estado, permitindo o reencontro.

Segundo responsáveis por abrigos, muitos dos animais resgatados ainda não possuem microchip, o que reforça o papel complementar da tecnologia. Em alguns casos, a IA foi decisiva para que os animais tivessem qualquer chance de voltar para casa.

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