Esse hábito de dividir a rua com os pássaros se tornou a base de seu futuro trabalho informal de resgate urbano.
Como o Nairobi Birdman atua no resgate e reabilitação de aves urbanas
Hoje, com moradia estável, Magutha usa seu próprio espaço para acolher temporariamente aves feridas por fios elétricos, veículos, janelas de vidro ou envenenamento indireto. Já passaram por suas mãos milhafres, pombos, cegonhas, corujas e outras espécies urbanas.
Ele oferece alimentação adequada, descanso e um ambiente minimamente seguro até que possam voltar à natureza.
Quando a recuperação é suficiente, as aves são soltas; nos casos mais graves, ele busca ao menos garantir bem-estar básico e menor sofrimento.
Que papel as redes sociais desempenham na história do Nairobi Birdman
A imagem de Magutha caminhando com um milhafre na cabeça ou dançando ao lado de uma cegonha-marabu viralizou em plataformas digitais.
Seu perfil no Instagram mistura momentos descontraídos com conteúdos educativos sobre aves e ecologia urbana.
Por meio desses registros, muitos jovens quenianos têm o primeiro contato com temas ambientais. Para organizar melhor essa função educativa, ele costuma abordar pontos que ajudam o público a compreender e agir diante de situações comuns com aves.
- Apresentar espécies frequentes nas cidades quenianas.
- Explicar causas típicas de acidentes com aves urbanas.
- Sugerir cuidados simples, como evitar lixo e venenos.
- Estimular respeito e empatia pela fauna local.
Quais desafios o Nairobi Birdman enfrenta para ampliar sua atuação
Apesar da visibilidade, seu trabalho é limitado pela falta de estrutura, recursos e apoio técnico. Ele depende de doações para custear alimentação, transporte e eventuais atendimentos veterinários, muitas vezes improvisados.
O espaço reduzido também impõe limite ao número de aves acolhidas, já que não é adequado manter muitas espécies distintas juntas. Isso faz com que parte da demanda permaneça sem atendimento, mesmo com a crescente procura por ajuda.