EnglishEspañolPortuguês

DEDICAÇÃO E AMOR

Homem compra ilha e enche com animais e árvores em extinção para salvá-los

4 de janeiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
A-
A+
Foto: Tourandtakein.com

Em 1962, o britânico Brendon Grimshaw, então editor de jornal, decidiu mudar radicalmente de vida ao adquirir a pequena Ilha Moyenne, no arquipélago das Seicheles, por cerca de 8 mil libras. O valor, considerado baixo mesmo para a época, deu início a um projeto que ultrapassaria o desejo pessoal de isolamento e se tornaria uma referência mundial em conservação ambiental e proteção da vida selvagem.

Quando Grimshaw chegou à ilha, encontrou um território abandonado, com áreas degradadas e pouca presença de fauna. Sem apoio governamental ou financiamento externo, ele assumiu sozinho a tarefa de recuperar o local. Ao lado do amigo René Antoine Lafortune, trabalhou por décadas em condições difíceis, abrindo trilhas manualmente e promovendo a recuperação da vegetação nativa. Ao longo dos anos, mais de 16 mil árvores foram plantadas, incluindo espécies como mogno e palmeiras, fundamentais para a recomposição do solo e o retorno da biodiversidade.

O esforço também se concentrou na fauna. Grimshaw atuou para que a ilha se tornasse um espaço seguro para animais ameaçados, reintroduzindo tartarugas-gigantes das Seicheles e criando condições para o retorno de diversas espécies de aves. A ausência de caça, exploração comercial e intervenções agressivas permitiu que os animais passassem a viver livres, sem cercas ou confinamento, em um ambiente estável e protegido.

Com o passar do tempo, a Ilha Moyenne se transformou em um santuário natural, abrigando centenas de animais e um ecossistema equilibrado. O projeto chamou atenção internacional e despertou interesse imobiliário, mas Grimshaw recusou propostas milionárias para vender a área, temendo que o local fosse explorado turisticamente ou destruído. Sua prioridade sempre foi garantir a preservação da ilha e o direito dos animais de viverem em segurança.

Brendon Grimshaw viveu em Moyenne até sua morte, em 2012, mantendo uma rotina simples e dedicada à manutenção do espaço. Após sua morte, a ilha foi incorporada ao Parque Nacional Marinho das Seicheles, assegurando proteção legal ao território e aos animais que ali vivem.

A história de Moyenne demonstra que ações individuais, quando guiadas pelo respeito à vida e ao meio ambiente, podem gerar impactos duradouros. O legado deixado por Grimshaw permanece como um exemplo concreto de que conservação, compromisso e responsabilidade podem transformar um espaço degradado em um refúgio permanente para a fauna e a flora.

    Você viu?

    Ir para o topo