Igor Lytvynchuk, o homem acusado de atirar uma pedra grande em uma foca-monge-havaiana ameaçada de extinção em Maui, teria se declarado inocente em um tribunal federal em Honolulu ontem (27/05).
Conforme relatado anteriormente pela WAN, as autoridades federais alegam que Lytvynchuk atirou uma pedra grande, aproximadamente do tamanho de um coco, em direção à foca enquanto ela nadava em águas rasas em Lahaina. Felizmente, a pedra teria passado raspando a cabeça da foca, mas o incidente gerou indignação no Havaí e entre defensores dos animais em todo o mundo.
Segundo informações, o juiz ordenou que Lytvynchuk se mantenha afastado de todas as praias do Havaí, bem como da vida marinha, enquanto o caso estiver em andamento. Uma nova audiência está marcada para 9 de junho.
Se condenado, Lytvynchuk poderá pegar até um ano de prisão por cada acusação, além de um período de liberdade condicional supervisionada. Lytvynchuk também poderá ser multado em até US$ 50.000, de acordo com a Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção, em até US$ 20.000, de acordo com a Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos, e em até US$ 100.000, de acordo com a Lei de Melhoria de Multas Criminais.
Segundo relatos, seu advogado alegou que ele confundiu a foca-monge com um leão-marinho agressivo e acreditou estar protegendo tartarugas marinhas que estavam por perto.
As focas-monge-havaianas estão entre os mamíferos marinhos mais raros da Terra, com apenas cerca de 1.600 indivíduos restantes na natureza. Elas são protegidas por lei federal, e feri-las ou molestá-las é ilegal tanto em nível estadual quanto federal.
O incidente comovente reacendeu as discussões sobre a necessidade urgente de respeitar e proteger a vida selvagem vulnerável que compartilha nossos belos oceanos e praias.
Traduzido de World Animal News.