Um búfalo albino raro em Bangladesh escapou de ser sacrificado durante o festival Eid al-Adha após uma intervenção de última hora do governo. Apelidado de “Donald Trump” por causa do topete loiro, ele já havia sido vendido quando autoridades decidiram impedir a morte dele. Entretanto, o búfalo será transferido para o zoológico nacional de Daca.
A medida foi anunciada pelo Ministério do Interior ontem (27/05). Embora a decisão tenha o poupado da morte, ele será submetido à vida em cativeiro, transformado em atração permanente após viralizar nas redes sociais.
O Eid al-Adha, conhecido como “festa do sacrifício”, é celebrado em diversos países muçulmanos e envolve o assassinato de animais como cabras, ovelhas, vacas e búfalos em um ritual.
Segundo o governo, o ministro do Interior, Salahuddin Ahmed, ordenou o cancelamento do ritual após o caso ganhar repercussão internacional e atrair multidões à fazenda onde o búfalo vivia. “No último momento, foi tomada a decisão de poupar o búfalo do sacrifício por causa de preocupações de segurança e do nível incomum de interesse público”, afirmou um funcionário do ministério.
Vídeos do búfalo foram muito compartilhados nas redes sociais nos últimos dias. Além da pelagem albina extremamente rara, ele chamou atenção pelo comportamento calmo e pelo topete loiro.
Apesar do alívio por ele não ter sido morto, a transferência para um zoológico apenas substitui uma forma de exploração por outra. O interesse popular pelo búfalo acabou transformando o animal em um objeto de curiosidade e espetáculo. Em vez de garantir um ambiente adequado e livre de exploração, o governo optou por transferi-lo para uma instituição voltada à exploração de animais.