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AMOR MILENAR

Vídeo publicado por historiador mostra luto milenar pelos animais e túmulos da Antiguidade com mensagens emocionantes

Registros arqueológicos apresentados por Odir Fontoura mostram que gregos e romanos já tratavam cães como membros da família, com direito a epitáfios e ritos de despedida similares aos humanos.

31 de janeiro de 2026
Vivian Guilhem/ Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Redes Sociais/ Odir Fontoura

O historiador Odir Fontoura apresentou em suas redes uma série de registros arqueológicos que desconstroem a ideia de que o tratamento afetivo dado aos animais é um conceito moderno. Através da análise de monumentos da Antiguidade Clássica, o pesquisador revela como gregos e romanos dedicavam homenagens póstumas emocionantes aos seus companheiros, utilizando termos que refletem uma profunda integração familiar e o reconhecimento desses seres como sujeitos de direitos e afetos.

Esses epitáfios gravados em pedras milenares indicam que a conexão emocional com os animais domésticos não é um fenômeno contemporâneo. Fragmentos e inscrições antigas mostram que, há mais de dois mil anos, o luto pela perda de cães era vivido com a mesma intensidade observada nos dias de hoje. As mensagens deixadas em estelas de mármore descrevem hábitos cotidianos que cruzam os séculos, como o de um tutor que lamenta a partida de Mia, ressaltando que ela costumava dormir em sua cama e latia apenas para proteger a casa contra inimigos.

Outro registro marcante citado pelo professor Odir é o de Helena, descrita em sua lápide como uma filha adotiva de alma incomparável. A profundidade das palavras escolhidas indica que o convívio doméstico seguia padrões muito próximos aos atuais, tratando o animal com a dignidade de um membro do núcleo familiar.

Foto: Reprodução/ 7 Minutos

A sofisticação dessas últimas homenagens também impressiona pela semelhança com os ritos humanos. O cão Estéfano recebeu um monumento tão elaborado que, antes da tradução dos escritos, pesquisadores acreditaram tratar-se do jazigo de uma criança. Esses achados, compartilhados pelo professor Odir, reforçam que o respeito e a tristeza pela morte desses amigos são constantes históricas. A sensibilidade demonstrada por essas civilizações passadas serve para mostrar que a consideração pelos animais é um valor intrínseco à humanidade, que sobrevive ao tempo e às transformações sociais.

Foto: Reprodução/ 7 Minutos

 

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