O governo da Guatemala anunciou que não permitirá a extração de petróleo em partes da Reserva da Biosfera Maia, uma das áreas naturais mais relevantes da América Central e reconhecida pela UNESCO como patrimônio de importância internacional. A decisão busca proteger ecossistemas essenciais e espécies ameaçadas, como o jaguar e a arara-vermelha, além de preservar extensas áreas de floresta tropical e sítios arqueológicos ligados à civilização maia.
A Reserva da Biosfera Maia é considerada um dos principais corredores biológicos da região. O território abriga grande diversidade de fauna e flora, muitas delas sob pressão constante devido ao avanço de atividades econômicas predatórias, desmatamento e exploração de recursos naturais.
Organizações ambientalistas avaliam que a medida representa um avanço na proteção dos habitats e no reconhecimento de que a vida selvagem não pode ser tratada como obstáculo ao crescimento econômico. A preservação da área também fortalece modos de subsistência baseados na conservação, no turismo responsável e na valorização das comunidades locais.
Para especialistas, impedir a exploração petrolífera em áreas sensíveis demonstra que decisões políticas podem priorizar a integridade dos ecossistemas e o direito das espécies à sobrevivência. Em um contexto global de crise climática e perda acelerada de biodiversidade, proteger territórios como a Reserva da Biosfera Maia significa resguardar vidas humanas e não humanas e garantir equilíbrio ambiental para as próximas gerações.
Fontes oficiais do governo da Guatemala, organismos ambientais e documentos da UNESCO confirmam o anúncio.