Uma jovem alce fêmea ganhou uma segunda chance após ficar presa em um banco de neve profundo e depender da sensibilidade de desconhecidos para sobreviver. Exausta, com o corpo quase todo submerso, ela mal conseguia se mover e só foi salva porque um grupo decidiu não ignorar o que parecia ser apenas um pequeno detalhe na paisagem branca.
O caso ocorreu no estado de New Hampshire (EUA), quando um grupo de praticantes de snowmobile voltava para casa para almoçar após um passeio pelo norte do estado. No meio do trajeto, eles perceberam algo incomum na neve. “Só dava para ver o cabelo e a cabeça dela”, relatou Mike Dion, um dos praticantes. “O corpo dela estava afundado na neve.”
Segundo ele, era evidente que a alce estava em apuros. “Ela não conseguia se mexer, simplesmente não conseguia se mexer de jeito nenhum”, disse. “Não sei se as pernas não tocavam o chão, se havia muita neve ou o que aconteceu.”
Com uma camada que variava de um metro e meio a quase dois metros de altura, a alce não tinha onde se firmar nem impulso para sair sozinha.
A primeira reação do grupo foi buscar ajuda oficial. “Todo mundo olha para o celular, sem sinal”, contou Dion. “Não podíamos ligar para o Departamento de Pesca e Caça, porque essa foi a nossa primeira ideia.”
Isolados e diante de um animal selvagem vulnerável, eles precisaram decidir rapidamente o que fazer. “Bem, se não fizermos nada, o alce provavelmente não vai sobreviver”, afirmou Dion.
A decisão foi agir. Durante cerca de 20 minutos, o grupo cavou a neve com as próprias mãos e com a ajuda das botas, abrindo espaço ao redor do corpo da alce até que fosse possível libertá-la. Apesar da situação crítica, ela permaneceu calma. “Finalmente, conseguimos levantá-la e fazê-la andar, e ela parecia estar bem de saúde”, disse Dion. “Acho que ela estava feliz. Ela não estava agressiva nem muito malvada conosco. Era isso que nos preocupava no início.”
Autoridades do New Hampshire Fish and Game Department reforçaram que, em situações como essa, o ideal é acionar profissionais treinados, já que alces podem reagir e são muito fortes. “Provavelmente foi uma coisa boa que ela estivesse exausta”, avaliou Dion, reconhecendo o risco envolvido.
O grupo permaneceu no local por alguns minutos após a libertação para garantir que a alce estivesse bem e se retiraram. “Ficamos observando por uns 10 minutos”, disse ele. “Parecia que ela estava bem. Parecia que não havia nada de errado com ela.”
Ver essa foto no Instagram