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AÇÃO SOCIAL

Grupo antiguerra distribui comida vegana para pessoas em situação de vulnerabilidade

“Quando mais de um bilhão de pessoas passam fome todos os dias, como podemos gastar outro dólar em guerra?”, questiona o grupo

22 de agosto de 2021
Lorena Rocha I Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Food Not Bombs

O grupo pacifista Food Not Bombs (Comida, não Bombas, em tradução livre), responsável por realizar manifestações contra a guerra, a pobreza e a degradação do meio ambiente, já distribuiu comidas veganas para pessoas em situações de risco em mais de 65 países.

Fundado em 1980, o grupo passou a distribuir comida em 1981, em frente ao Federal Reserve Bank de Boston, durante protestos antiguerra que pediam o fechamento da Usina Nuclear de Seabrook.

Segundo o grupo, a iniciativa não tem líderes fixos e trabalha de forma cooperativa, o objetivo é mostrar que é possível trabalhar por meio de esforços voluntários voltados às necessidades essenciais – como alimentação, moradia, educação e saúde.

Os ingredientes usados nas refeições veganas são provenientes de doações e coletas de alimentos em bom estado que não são comercializados por supermercados, ajudando a combater a fome e reduzir a quantidade de alimentos descartados.

“Queremos impedir a exploração não apenas de pessoas, mas também de animais. Como parte do nosso trabalho pela paz, não queremos apoiar a violência contra os animais”, explica o grupo. “Uma dieta à base de vegetais é importante para proteger o meio ambiente e uma forma importante de fornecer o máximo de alimentos com o mínimo impacto possível na Terra.”

Foto: Food Not Bombs

Por causa de sua postura antiguerra em meio às tensões da guerra do Iraque, o grupo já foi classificado como terrorista por parte do governo americano, que segundo o Food Not Bombs, temia que a iniciativa poderia influenciar o público americano a perceber que a quantidade de dinheiro gasta na “máquina de guerra” poderia ser usada para alimentar os pobres e combater a desigualdade.

“Com cinquenta centavos de cada dólar dos impostos federais dos EUA indo para as forças armadas e 40% de nossos alimentos sendo descartados, enquanto tantas pessoas lutam para alimentar suas famílias, nos vimos na obrigação de inspirar o público a pressionar para que os gastos militares sejam redirecionados às necessidades humanas”, reivindica o grupo. “Quando mais de um bilhão de pessoas passam fome todos os dias, como podemos gastar outro dólar em guerra?”

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