O grupo pacifista Food Not Bombs (Comida, não Bombas, em tradução livre), responsável por realizar manifestações contra a guerra, a pobreza e a degradação do meio ambiente, já distribuiu comidas veganas para pessoas em situações de risco em mais de 65 países.
Fundado em 1980, o grupo passou a distribuir comida em 1981, em frente ao Federal Reserve Bank de Boston, durante protestos antiguerra que pediam o fechamento da Usina Nuclear de Seabrook.
Segundo o grupo, a iniciativa não tem líderes fixos e trabalha de forma cooperativa, o objetivo é mostrar que é possível trabalhar por meio de esforços voluntários voltados às necessidades essenciais – como alimentação, moradia, educação e saúde.
Os ingredientes usados nas refeições veganas são provenientes de doações e coletas de alimentos em bom estado que não são comercializados por supermercados, ajudando a combater a fome e reduzir a quantidade de alimentos descartados.
“Queremos impedir a exploração não apenas de pessoas, mas também de animais. Como parte do nosso trabalho pela paz, não queremos apoiar a violência contra os animais”, explica o grupo. “Uma dieta à base de vegetais é importante para proteger o meio ambiente e uma forma importante de fornecer o máximo de alimentos com o mínimo impacto possível na Terra.”
Por causa de sua postura antiguerra em meio às tensões da guerra do Iraque, o grupo já foi classificado como terrorista por parte do governo americano, que segundo o Food Not Bombs, temia que a iniciativa poderia influenciar o público americano a perceber que a quantidade de dinheiro gasta na “máquina de guerra” poderia ser usada para alimentar os pobres e combater a desigualdade.
“Com cinquenta centavos de cada dólar dos impostos federais dos EUA indo para as forças armadas e 40% de nossos alimentos sendo descartados, enquanto tantas pessoas lutam para alimentar suas famílias, nos vimos na obrigação de inspirar o público a pressionar para que os gastos militares sejam redirecionados às necessidades humanas”, reivindica o grupo. “Quando mais de um bilhão de pessoas passam fome todos os dias, como podemos gastar outro dólar em guerra?”