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GENOCÍDIO

Governo uruguaio autoriza matança de papagaios para controle populacional

12 de fevereiro de 2026
1 min. de leitura
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Foto: Pexels

O governo uruguaio, pressionado pelo setor agrícola, aprovou um plano para “reduzir a população de papagaios”. A notícia não passou despercebida. Essas aves silvestres, além de nativas, vêm causando conflitos com a fruticultura há anos.

A medida gerou forte controvérsia. Os métodos autorizados são considerados de alto risco e antiéticos por diversos especialistas. Isso levanta uma questão incômoda: até onde se pode ir quando a economia, o meio ambiente e o bem-estar animal entram em conflito?

Embora não haja uma matança em larga escala no momento, o plano promovido pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca inclui práticas altamente questionáveis. Entre elas, o uso de iscas tóxicas em ninhos, armadilhas adesivas e a remoção de ninhos em linhas de energia, inclusive com o apoio do Exército para acessar grandes alturas. O próprio Instituto Nacional de Bem-Estar Animal alertou para o alto nível de sofrimento animal envolvido.

Uma das questões mais críticas é o uso de rodenticidas anticoagulantes. Esses venenos causam agonia prolongada e são indiscriminados. Cães, gatos, aves de rapina e outros animais podem ser envenenados por contato direto ou pela ingestão de um papagaio envenenado. Além disso, o risco de contaminação do solo e da água é real e difícil de controlar na prática.

A história se repetiu na década de 1990. Medidas letais reduziram temporariamente a população, mas ela se recuperou. A abundância de monoculturas e plantações de eucalipto facilita sua rápida adaptação.

Existem alternativas não letais: manejo do habitat, barreiras físicas, mudanças nas práticas agrícolas e métodos contraceptivos. Essas são soluções mais lentas, mas sustentáveis ​​e eticamente responsáveis.

Fonte: EcoInventos

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