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RETROCESSO

Governo italiano ameaça conquistas históricas e reabre caminho para testes cruéis em animais

14 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Ilustrativa/IA

Anos de mobilização pelos direitos dos animais e por uma ciência ética estão sob ameaça na Itália. O governo incluiu no chamado Decreto Milleproroghe a revogação definitiva de proibições que limitariam experimentos em animais envolvendo substâncias como álcool, tabaco e drogas, além de pesquisas ligadas aos chamados xenotransplantes, transplantes de órgãos entre espécies diferentes.

As restrições haviam sido aprovadas em 2013, fruto de intensa pressão da sociedade civil, mas tiveram sua aplicação sucessivamente adiada ao longo dos anos. Agora, em vez de entrarem finalmente em vigor, foram simplesmente eliminadas do texto legal.

Organizações de defesa animal, como a LAV – Lega Anti Vivisezione, classificaram a medida como um retrocesso grave e inaceitável. Para os ativistas, trata-se de um ataque direto às conquistas históricas em favor de métodos substitutivos à experimentação animal — métodos que já existem, mas ainda recebem investimentos insuficientes.

A decisão ocorre em um contexto em que a própria União Europeia reconhece a necessidade de reduzir e substituir o uso de animais em laboratório. Ainda assim, o governo italiano optou por manter aberta a possibilidade de submeter milhares de seres sencientes a procedimentos invasivos e dolorosos, em nome de uma ciência que movimentos animalistas consideram ultrapassada e eticamente indefensável.

Parlamentares e organizações pressionam as comissões responsáveis no Parlamento para que apresentem emendas capazes de restabelecer as proibições e garantir que a legislação avance, e não retroceda, na proteção dos animais.

A mensagem é clara: os animais não podem continuar pagando com sofrimento e morte pela demora na transição para métodos realmente científicos, modernos e livres de crueldade.

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