EnglishEspañolPortuguês

CASO ORELHA

Governador de Santa Catarina promete avanços na investigação sobre a morte do cão comunitário agredido em Florianópolis

A Polícia Civil afirma já ter identificado os envolvidos e deve ouvir familiares e encaminhar os adolescentes à delegacia especializada nos próximos dias.

25 de janeiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
A-
A+
Foto: Arquivo pessoal

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), prometeu fornecer novos desdobramentos na investigação sobre as agressões que causaram a morte do cachorro Orelha em Praia Brava, um bairro nobre de Florianópolis.

Orelha era um cão comunitário, adotado pelos moradores de Praia Brava, até ser gravemente agredido no início de janeiro e, por isso, precisou ser induzido à morte. Quatro adolescentes são suspeitos de serem os autores do crime.

Na manhã de ontem (24/01), moradores da região realizaram uma manifestação em homenagem e defesa de Orelha. Durante o protesto, eles pediram respostas à Polícia Civil de Santa Catarina, responsável pela investigação, e punição rígida aplicada aos agressores.

Hoje (25/01), o governador Jorginho Mello se manifestou sobre o caso dizendo que tomou conhecimento dos fatos há cerca de dez dias e já determinou uma investigação. Ele explicou que diligências já foram realizadas pela Polícia Civil.

“As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago”, declarou o governador catarinense, anunciando novidades nos próximos dias. A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção Animal.

Os policiais afirmam que os suspeitos de espancarem Orelha já foram identificados e estão sendo investigados. “Identificamos os envolvidos e se descartou a suspeita de envolvimento de filho de policial civil, mas isso não comprometeria a nossa investigação, que é de um trabalho imparcial. Nós trabalhamos pelos animais”, afirmou a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela investigação.

Outro caso de maus-tratos

Foto: Reprodução/@delegadoulisses

Além do Caso Orelha, a Polícia Civil também investiga uma tentativa de afogamento contra outro cão comunitário da Praia Brava. De acordo com o delegado-geral, Caramelo, foi levado ao mar pelo mesmo grupo de jovens, mas conseguiu fugir e foi encontrado sem ferimentos.

Caramelo, por sua vez, foi adotado por Ulisses Gabriel, delegado-geral da PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina). O chefe da polícia catarinense anunciou em suas redes sociais a adoção do cachorro, que deverá receber um novo nome em breve.

Os pais dos suspeitos de agredir Orelha devem prestar depoimento nesta semana à Polícia Civil, enquanto os adolescentes serão encaminhados à DEACLE (Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei).

    Você viu?

    Ir para o topo