A cobertura de gelo marinho na Antártida provavelmente se recuperou neste ano, aproximando-se da média anual de verão após quatro anos de níveis extremamente baixos, disseram cientistas americanos nesta segunda-feira. Segundo especialistas do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC) da Universidade do Colorado, em Boulder, a área coberta por gelo marinho na Antártida provavelmente atingiu seu nível mínimo anual de 2,58 milhões de quilômetros quadrados em 26 de fevereiro.
Todos os anos, durante o verão do hemisfério sul, o gelo marinho da Antártida atinge um nível mínimo, e é nesse ponto que os cientistas fazem as medições anuais. O nível deste ano é o 16º mais baixo desde que as medições por satélite começaram em 1979.
A extensão mínima do gelo marinho em 2026 está mais próxima da média do que nos últimos quatro anos e 730 mil quilômetros quadrados acima da mínima histórica registrada em fevereiro de 2023, disseram os cientistas. Mas ainda assim estava 260 mil quilômetros quadrados abaixo da média de 1981-2010.
“Durante a maior parte do ano, o gelo marinho da Antártida ficou bem abaixo da média diária”, disse Ted Scambos, cientista pesquisador sênior do Instituto Cooperativo de Pesquisa em Ciências Ambientais (CIRES). “Então, em janeiro e fevereiro, ventos fortes vindos do sul empurraram o gelo marinho para fora no Mar de Weddell. Isso diminuiu a redução geral da extensão, levando a um mínimo próximo da média”, disse Scambos.
O NSIDC alertou que o número de 2026 é preliminar, observando que “condições de derretimento contínuo ou ventos fortes vindos do mar ainda podem reduzir a extensão do gelo”.
“O retorno deste ano a condições menos extremas não é inesperado, dada a grande variação anual do gelo marinho antártico observada nos registros de satélite”, disse Walt Meier, cientista do Centro de Arquivo Ativo Distribuído do NSIDC da Nasa.
Fonte: O Globo