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AFETO

Galinha de apoio emocional vira aliada de professora em rotina de bem-estar

Docente canadense une vivência pessoal e pesquisa acadêmica ao compartilhar a rotina com “Saturday”, ave que considera sensível às emoções humanas

8 de março de 2026
3 min. de leitura
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Foto: Getty Images

Uma especialista em psicologia decidiu levar para o cotidiano aquilo que estuda na universidade.

Sonia Kong, professora da Universidade do Norte da Colúmbia Britânica (UNBC), conta com a companhia de uma galinha de apoio emocional para lidar com as próprias demandas afetivas.

Batizada de Saturday, em referência ao sábado em que foi resgatada, a ave de 11 meses é descrita pela docente como uma verdadeira companheira de terapia.

Segundo a pesquisadora, o animal demonstra sensibilidade para perceber e reagir às emoções humanas.

A conexão além do convencional

Sonia adotou a galinha em uma fazenda nos arredores de Prince George, no Canadá. Desde então, relata que Saturday consegue identificar momentos de tristeza ou choro, permanecendo próxima de forma tranquila e atenta.

Em entrevista à emissora canadense CBC, a professora contou que, quando estava triste, a ave simplesmente ficava deitada ao seu lado, observando-a em silêncio, como se tentasse compreender o que acontecia. Para ela, essa presença constante e calma se tornou parte essencial de sua rotina de bem-estar.

A escolha de um animal de granja como suporte emocional pode parecer incomum, mas a docente afirma que a inteligência e a capacidade de conexão da galinha são evidentes no convívio diário.

Pesquisa sobre adolescentes e animais domésticos

A vivência pessoal dialoga diretamente com a trajetória acadêmica de Sonia. Ela lidera um estudo internacional sobre como o relacionamento com animais pode influenciar o desenvolvimento saudável de adolescentes.

O projeto é realizado em parceria com Tracy Wong, professora assistente da Universidade Chinesa de Hong Kong.

A pesquisa, conduzida de forma online, busca mapear como o tempo de convivência com animais de estimação pode impactar competências sociais e emocionais de jovens em diferentes contextos culturais.

O objetivo é compreender se adolescentes de origens distintas reagem de maneira diversa à presença de um animal doméstico e como essa interação pode funcionar como ferramenta de suporte psicológico durante o crescimento.

Valores culturais em debate

A história de Saturday também evidencia diferenças culturais na forma de enxergar os animais.

A professora relata que seus próprios pais ainda estranham a escolha e, em tom de brincadeira, questionam se a ave teria como destino final a alimentação.

Ela rebate afirmando que jamais faria isso, pois a galinha é um animal de estimação e parte importante de sua vida.

A situação ilustra justamente um dos pontos centrais de sua pesquisa: os valores culturais influenciam se os animais são vistos como alimento, recurso produtivo ou fonte de vínculo afetivo.

Entre ciência e afeto

Ao unir experiência pessoal e investigação científica, Sonia amplia o debate sobre o papel dos animais no desenvolvimento humano.

Embora cães e gatos sejam mais associados ao suporte emocional, o caso de Saturday mostra que outras espécies também podem estabelecer vínculos significativos.

Mais do que uma curiosidade, a convivência reforça uma discussão acadêmica relevante: a relação com animais pode influenciar o bem-estar emocional, a empatia e as habilidades sociais — variando conforme o contexto cultural.

Fonte: Cães&Gatos

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