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MATERNIDADE

Foca resgata filhote preso em camadas de gelo e usa técnica incomum para mantê-lo vivo

6 de fevereiro de 2026
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução/TV Globo

A série “Ásia”, do Fantástico, mostra como as mudanças climáticas impõem novos desafios a animais que vivem em regiões de frio extremo. Em meio às temperaturas abaixo de zero e às paisagens congeladas do norte do continente, uma cena rara de cuidado materno chamou a atenção: uma foca-da-nerva percorreu cerca de um quilômetro sob o gelo para salvar o próprio filhote, que havia ficado preso entre duas camadas de gelo instável.

O filhote, ainda pequeno, ficou preso em uma área onde o gelo pode se romper nos dias mais ensolarados. Sem força para nadar longas distâncias e com poucos minutos de resistência sem respirar, ele começou a emitir sons de alerta.

A mãe ouviu o chamado e retornou para buscá-lo

Capaz de ficar até 30 minutos submersa, a foca adulta conduziu o filhote por um caminho perigoso, nadando sob o gelo. Para permitir que o pequeno respirasse durante o trajeto, a fêmea adotou uma estratégia incomum: interrompia a natação e liberava bolhas de ar, que se acumulavam e formavam pequenos bolsões entre o gelo e a água.

Essas bolsas de ar serviram como pontos de respiração para o filhote. Assim, de bolsão em bolsão, os dois seguiram até uma área mais segura.

Especialistas explicam que esse tipo de comportamento revela a força do instinto materno em ambientes extremos, onde qualquer erro pode ser fatal. A espécie, adaptada ao frio intenso, depende do gelo para descansar, se reproduzir e proteger os filhotes de predadores.

Sobrevivência em um ambiente hostil

O episódio ocorreu em uma das regiões mais frias do continente asiático, onde o inverno divide o território em duas partes visíveis: ao sul, clima mais ameno; ao norte, uma extensa faixa branca de gelo.

É nessa imensidão que vivem animais como o tigre siberiano, a águia-de-steller e o lobo tibetano. Mesmo entre espécies consideradas imponentes, a sobrevivência exige estratégias complexas.

As focas, por exemplo, enfrentam predadores naturais, como os ursos polares, considerados os maiores caçadores da espécie. Além disso, a instabilidade do gelo amplia os riscos para fêmeas e filhotes.

Com as mudanças climáticas, o gelo marinho tem se tornado cada vez mais escasso, o que compromete áreas de descanso e reprodução.

Fonte: G1

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