Uma macaco-prego fêmea foi atropelada por um veículo em uma rodovia que atravessa a Floresta Nacional de Pacotuba, localizada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O caso aconteceu nesta terça-feira (13/01) e a reação de seu filhote, que sobreviveu, emocionou quem prestou o atendimento. O pequeno macaco abraçou a mãe, em sofrimento.
O vídeo foi publicado pela Floresta Nacional de Pacotuba e pela agente temporária ambiental e bióloga, Aline Mota. As imagens de angústia do filhote, que chorava a morte da mãe, comoveu.
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“É impossível não se comover. É impossível não sentir revolta e tristeza. Cada vida perdida assim é um golpe na biodiversidade, um vazio que não se recompõe. Não é ‘só um animal’. É uma mãe. É um filhote. Uma família. É uma história interrompida de forma brutal”, escreveu Aline Mota na publicação.
A bióloga, que estava presente no resgate, contou que alguns colaboradores encontraram os animais na rodovia. Somente ao se aproximarem é que eles perceberam que se tratava de uma fêmea com seu filhote.
“Foi uma das cenas mais comoventes e tristes que já presenciamos. O filhote estava devastado e tentava reanimar sua mãe, sem entender o que tinha acontecido. Foi muito triste de presenciar”, declarou Aline.
Ela afirma que eles recolheram os animais e tentaram aproximar o filhote da mãe. Segundo a bióloga, em alguns casos, as espécies adotam os filhotes orfãos, porém, infelizmente, o bando não quis se aproximar. O macaco-prego agora está em cuidados do instituto.
Além disso, o instituto faz um alerta para os motoristas reduzirem a velocidade e respeitarem a sinalização, especialmente nessas rodovias próximas à área de bioma da Mata Atlântica.
“Cada animal que nós percebemos em um atropelamento, em uma imprudência no trânsito, é um golpe na nossa biodiversidade. Muitas vezes, são animais que estão em risco de extinção e só querem buscar recurso, como alimento e água”, destacou Mota.
A bióloga também afirmou que, na terça-feira (13/01), outros dois atropelamentos foram registrados: um envolvendo uma cobra-cipó e o outro, uma cachorra.
Fonte: Folha Vitória