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MEDIDA DE PROTEÇÃO

Filhote de elefante-marinho monitorado com 'anteninha' se alimenta e descansa em Santa Catarina rumo à Argentina

Esse é o primeiro bebê da espécie a ser monitorado no Brasil. Animal foi solto no Paraná e deve percorrer 2.500 km até a Península de Valdés, na Patagônia Argentina.

26 de janeiro de 2026
Sofia Mayer
4 min. de leitura
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Foto: LEC/UFPR

O primeiro elefante-marinho monitorado do Brasil, solto na última quarta-feira (21/01) no Paraná, está curtindo, sem pressa, o longo trajeto até a Argentina.

O bebê passou a ter um transmissor de satélite fixado na cabeça e esteve por Navegantes e Itajaí, no Litoral Norte catarinense, no sábado (24/01). As informações são do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, coordenado pela Univali em Santa Catarina e no Paraná.

Segundo André Silva Barreto, coordenador geral do PMP-BS na área que abrange os dois estados, o animal já percorreu cerca de 180 km desde que foi solto, “explorando o ambiente e, em alguns locais, parando para pescar”.

Filhote passou por reabilitação

O filhote foi resgatado no litoral do Paraná em dezembro do ano passado. Ele estava debilitado e com pneumonia, e por isso passou quase um mês em reabilitação.

Agora, ele inicia o trajeto rumo à Península de Valdés, na Argentina, região onde os elefantes-marinhos se reproduzem. A estimativa é que percorra cerca de 2,5 mil km nos próximos meses.

Segundo a coordenadora do projeto, Camila Domit, a presença da espécie na costa brasileira é rara.

O filhote é um macho de 68 kg e 1,80 m de comprimento. Com apenas quatro meses de vida, ainda está com os dentes nascendo. Quando adulto, pode ultrapassar duas toneladas.

De volta para casa

O transmissor instalado na cabeça do animal deve se soltar em até seis meses e permite acompanhar seu deslocamento e sua saúde.

A soltura ocorreu no Parque Nacional Marinho das Ilhas dos Currais, a 14 km da costa do Paraná. Segundo Camila Domit, o local foi escolhido para manter o filhote afastado de áreas urbanas e reduzir riscos causados por atividades humanas.

Segundo Domit, manter distância das áreas urbanas também reduz o risco de o filhote ser exposto a doenças comuns em cães e gatos, já que a espécie é suscetível a alguns desses patógenos.

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