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VIDA EM CATIVEIRO

Filhote abandonado em zoológico no Japão busca conforto em pelúcia e expõe o impacto emocional do confinamento; vídeo

15 de fevereiro de 2026
3 min. de leitura
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Punch, o filhote de macaco que comove o mundo, foi abandonado em zoológico no Japão e caminha agarrado a um ursinho como se fosse sua mãe

A imagem é ao mesmo tempo comovente e dolorosa. Em um zoológico no Japão, um filhote de macaco percorre o recinto abraçado a um brinquedo de pelúcia, como se buscasse nele a presença materna que lhe faltou desde os primeiros dias de vida. Um retrato triste da vida em cativeiro.

Punch nasceu em 26 de julho de 2025 e, segundo o Zoológico de Ichikawa, foi abandonado e precisou ser criado pela equipe do local. Em meados de janeiro, o filhote foi integrado ao espaço onde vivem outros macacos. Foi nesse momento que visitantes e funcionários perceberam um comportamento que chamou atenção.

Diferentemente dos outros filhotes, Punch não se separa de um pelúcia em formato de orangotango, que carrega o tempo todo junto ao corpo. O brinquedo funciona como um objeto de apego, substituindo a figura materna ausente.

Especialistas explicam que esse comportamento não é um capricho, mas uma resposta emocional comum em filhotes que crescem sem a mãe. O apego ao objeto representa uma tentativa de buscar segurança, conforto e estabilidade diante da ausência do vínculo materno, fundamental para o desenvolvimento físico e emocional dos primatas.

O caso reacende o debate sobre o impacto do confinamento e da separação precoce de mães e filhotes em zoológicos, além das consequências psicológicas para animais submetidos a essas condições.

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