A história do cão Orelha, que foi morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC), em janeiro deste ano, ganhará projeção internacional. O caso, que mobilizou milhares de pessoas no Brasil e no mundo, será contado no documentário “I AM ORELHA, I MATTER” (“Eu Sou Orelha, Eu Importo”).
O filme, produzido pela Andares Productions, dos Estados Unidos, e dirigido pela diretora e roteirista brasileira Kalina de Moura, deve transformar a trajetória de Orelha, marcada por afeto, liberdade e violência, em um chamado por justiça pelo caso.
Levando em conta o subtítulo “The Story of love, freedom and suffering of street dogs” (“A história de amor, liberdade e sofrimento de cães em situação de rua”), o documentário vai apresentar a realidade de Orelha e de outros milhares de cães comunitários, muitas vezes protegidos por moradores e voluntários, mas ainda vivendo no perigo das ruas. Ao levar o caso para o cinema, o filme amplia a visibilidade internacional do assassinato brutal do cão orelha.
Relembre o caso Orelha
Orelha viveu por cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, onde era conhecido e cuidado por moradores e frequentadores da região. Sem tutor fixo, o cachorro circulava livremente pelo bairro.
No entanto, no dia 5 de janeiro, ele foi encontrado gravemente ferido após desaparecer na madrugada anterior. Segundo relatos de moradores e registros policiais, Orelha foi agredido por um grupo de jovens. Levado a uma clínica veterinária, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e precisou ser sacrificado.
A morte do cão provocou uma onda de indignação nas redes sociais e nas ruas. A hashtag #JustiçaPorOrelha rapidamente se espalhou pela internet e motivou manifestações em diferentes capitais brasileiras, além de reacender o debate sobre a violência contra animais e a impunidade em casos de maus-tratos.
Até o momento, não houve prisões formais, e o processo corre sob segredo de Justiça devido à participação de menores de idade.