Ricardo Ortiz, de 51 anos, trabalhava no manejo dos animais quando foi atingido por um touro dentro dos currais. Segundo a administração da arena, o touro estava ferido e reagiu de forma repentina, devido ao medo, à dor e à pressão a que esses indivíduos são submetidos nos bastidores desses eventos.
Ortiz não conseguiu se afastar a tempo e morreu em decorrência dos ferimentos. A Polícia Nacional investiga o caso como acidente de trabalho.
Touros utilizados na tauromaquia, também conhecidas como touradas, são privados de qualquer possibilidade de fuga, expostos a ambientes hostis e feridos antes mesmo de entrarem na arena. Nessas condições, reações intensas são consequência direta da violência a que são submetidos.
Mesmo após o caso, a corrida foi mantida, gerando indignação, especialmente por ser realizada durante a Semana Santa, um período que simboliza compaixão e reflexão.
Enquanto valores de empatia são celebrados, animais continuam sendo explorados em espetáculos que normalizam sofrimento. O touro envolvido, longe de ser culpado, é mais uma vítima de um sistema que realiza eventos às custas da dor e do sofrimento de animais.