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REABILITAÇÃO

Elefante-marinho-do-sul é devolvido ao mar após passar por tratamento no litoral de SP

Animal foi encontrado com sinais de exaustão em uma praia de Bertioga. Ele voltou ao habitat natural após ficar 12 dias em recuperação, no Guarujá.

10 de agosto de 2025
2 min. de leitura
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Foto: Instituto Gremar/Divulgação

Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) foi devolvido ao mar em Guarujá, no litoral de São Paulo. As imagens, obtidas pelo g1 neste sábado (09/08), mostram a soltura do animal, que ficou 12 dias em reabilitação após ter sido encontrado com sinais de exaustão em uma praia de Bertioga (SP).

Identificado como um macho jovem, o mamífero apareceu na Praia do Indaiá, em Bertioga, no último dia 23. Na ocasião, o animal estava em estado de alerta, mas demonstrou sinais consideráveis de exaustão após não reagir ao manejo da equipe técnica do Instituto Gremar.

De acordo com a instituição, o estado do animal motivou o encaminhamento dele para o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, em Guarujá. Com acompanhamento de médicos veterinários e biólogos, o elefante-marinho-do-sul passou por diversos exames.

Depois de 12 dias de tratamento, o mamífero apresentou boas condições clínicas e foi considerado apto a voltar ao habitat natural. Como é possível ver nas imagens acima, ele foi colocado de frente para o mar da Praia do Monduba, em Guarujá, e olhou para câmera antes de andar sozinho até as águas.

A soltura realizada pelo Instituto Gremar através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) foi divulgada neste sábado, mas o animal voltou para o mar na última segunda-feira (04/08).

Conheça a espécie

O elefante-marinho-do-sul é um mamífero da ordem dos pinípedes, grupo que inclui ainda focas, leões-marinhos e morsas. Essa espécie costuma habitar regiões subantárticas, onde se reproduz e realiza longas migrações em busca de alimento e descanso.

Embora as aparições no litoral paulista sejam incomuns, não são inéditas. Segundo especialistas, fatores como alterações climáticas e mudanças nas correntes oceânicas podem estar influenciando o deslocamento desses animais para regiões mais ao norte, onde costumavam ser raros.

Fonte: G1

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