Um funcionário da Secretaria de Proteção Animal (Sempa) afirma ter flagrado um caso de maus-tratos a uma égua. O animal teria sido arrastado por um carro na Estrada do Socorro, no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo.
O servidor presenciou a égua, uma potranca de aproximadamente dois anos e não domada, amarrada ao para-choque de um Ford Escort vermelho. De acordo com ele, ao perceber a presença do funcionário, o motorista do veículo teria soltado o animal e fugido.
Conforme a prefeitura, o secretário de Proteção Animal e também médico veterinário, Cláudio Giacomini, foi ao local e prestou os primeiros socorros à égua. O animal apresentava ferimentos graves no olho e no corpo, além de uma lesão antiga na articulação da pata direita. Apesar dos danos, Giacomini informou que a saúde da potranca era estável, mas exigia cuidados veterinários urgentes.
Motorista é procurado
A Polícia Civil iniciou as investigações para localizar o responsável pelos maus-tratos. O delegado responsável pelo caso, André Serrão, afirma que o motorista já foi identificado: é um homem de 35 anos.
Na manhã desta terça-feira (25), o carro dele foi localizado e apreendido. Dentro, policiais encontraram o material usado por ele para amarrar a égua ao veículo. A equipe também conversou com familiares dele, que afirmaram que ele deve se apresentar em uma delegacia de polícia ainda esta semana. Apesar disso, o homem não deve se preso.
“Nesses casos, a pena é de no máximo um ano, podendo aumentar se o animal morrer. Por isso, é uma pena muito baixa para conseguir representar na Justiça pela prisão do suspeito. É diferente quando falamos de cão e gato: a pena é de dois a cinco anos e, aí, a gente tem uma reprimenda muito maior. Mas maus-tratos contra outros animais são tão graves quanto”, explica o delegado Serrão.
O delegado Serrão também informou que a investigação levanta a hipótese de o animal ter sido raptada, já que uma porteira foi encontrada aberta nas proximidades.
Celeste
Após o cuidado inicial, a égua foi encaminhada para um atendimento especializado que dará continuidade ao tratamento para a recuperação do animal. Ela foi batizada de Celeste e está sendo tratada pela Clínica Veterinária do Cesuca Centro Universitário.
Fonte: G1