Neste Dia Internacional dos Burros, celebrado hoje (08/05), ativistas em todo o mundo reforçam o alerta: os burros estão em perigo crítico de extinção, vítimas de exploração desenfreada, abuso e comércio cruel. Se nada for feito, esses animais podem desaparecer em poucas décadas.
Mais de 4,8 milhões de burros são abatidos por ano para atender à demanda da indústria de ejiao, uma gelatina extraída de sua pele e usada na medicina tradicional chinesa. Esse comércio, somado ao uso excessivo como animais de carga e ao abate para consumo de carne, reduziu a população global em mais de 50% nos últimos 25 anos. Em países como Brasil, Quênia e Níger, a situação é ainda mais grave, com relatos de sequestro e tráfico de burros para abatedouros.
Muitos burros trabalham até a exaustão, puxando carroças em condições extremas, sem acesso a água, alimentação adequada ou cuidados veterinários. Quando ficam velhos ou doentes, são abandonados ou enviados para serem mortos. Além disso, a reprodução descontrolada para fins comerciais tem levado ao surgimento de animais geneticamente debilitados, agravando seu sofrimento.
Quem convive de perto com burros sabe que cada um tem personalidade e traços de carácter distintos. São animais sociáveis, que formam laços profundos não só com outros burros, mas também com cavalos, mulas, ovelhas, cães e humanos. Demonstram afeto de formas tocantes, como pousar a cabeça sobre o dorso de um companheiro ou coçá-lo suavemente com os dentes.
Essas amizades são tão fortes que a separação pode causar estresse profundo, levando até a perda de apetite e problemas de saúde graves. Por isso, seu manejo exige cuidado e atenção às suas emoções. Na indústria de carga e abate, esses vínculos são ignorados, e muitos são arrancados de seus companheiros sem qualquer consideração pelo seu sofrimento emocional.
Os burros precisam de proteção legal, respeito e compaixão antes que seja tarde demais.