A turma da coluna vem acompanhando de perto, desde 2028, o retorno das araras-canindés ao Rio de Janeiro, onde elas foram extintas há mais de 200 anos. Nesta quarta-feira (07/01), elas, finalmente, foram soltas no Parque Nacional da Tijuca, onde ficaram por sete meses desde que chegaram em junho de 2025. Nesse período, fizeram treinamento de voo, se ambientaram com a mata e realizaram transição alimentar.
Nesta quarta, segundo especialistas envolvidos no projeto de reintrodução dessas aves, é um dia histórico no combate à defaunação da Mata Atlântica. As araras Fernanda (Torres), Sueli e Fátima (uma homenagem ao seriado ‘Tapas e Beijos’), ganharam a oportunidade de viver livremente.
As três chegaram ao Parque Nacional da Tijuca graças a uma iniciativa do projeto Refauna com o apoio do ICMBio, além de uma dezena de parceiros.
“Nosso principal objetivo, além de devolver à natureza uma espécie extinta e contribuir para a biodiversidade do ecossistema, é restabelecer interações ecológicas que as araras podem desempenhar, algumas exclusivas desse tipo de ave”, explica Lara Renzeti, bióloga do Refauna e coordenadora de reintrodução das araras.
Para Viviane Lasmar, analista ambiental do ICMBio e chefe do Parque Nacional da Tijuca, além de resgatar uma ave tão emblemática com as cores do país, representa a quarta espécie a voltar para o Parque. O projeto teve início em 2010 e reintroduziu cutias, macacos-bugios e jabutis-tinga, que estão vivendo na Floresta da Tijuca e encontrando tudo o que precisam.
“É fundamental para que esses animais encontrem os recursos que precisam, como frutos, água potável e árvores em pé”, analisa Viviane.
Fonte: O Globo