EnglishEspañolPortuguês

ACOLHIMENTO

De 'CEO' a 'frentista': cães comunitários recebem cuidados em comércios do interior paulista

Em lojas, botecos, postos de combustíveis e até em repartições públicas, a presença de cães mobiliza funcionários, que passam a zelar coletivamente pelo bem-estar de animais sem tutor definido.

7 de fevereiro de 2026
Pâmela Beker
10 min. de leitura
A-
A+
Boleto é o cão comunitário de uma loja de variedades em Avaré (SP). Foto: Mini Money de Avaré/Arquivo pessoal

Uma loja de variedades na região central de Avaré (SP) ganhou um novo “chefe”: um cão comunitário apelidado de Boleto. Há dois meses, o animal passou a frequentar o local e foi adotado por funcionários.

Em um vídeo publicado nas redes sociais do comércios, as funcionárias aparecem alimentando Boleto. Após cumprir as obrigações “trabalhistas”, como receber carinho, ração, petiscos, água fresca e animar o ambiente, o cão aproveita o tapete, onde deita, rola, recebe carinho e descansa enquanto espera as próximas atividades diárias do seu “cargo”.

Na descrição da publicação, o comércio brincou que Boleto trabalha pouco, ganha carinho, consegue fiscalizar deitado e ainda é o “funcionário” mais querido da empresa. E ainda explica a definição de “CEO”: come, encosta e observa.

“Ele é exigente, no bom sentido, exige carinho, ração e atenção. É muito brincalhão, amoroso e alegre”, contou Vinicius Rodolfo de Souza Assis, gerente de marketing da loja, ao g1.

Vinícius explicou que a loja é um espaço pet friendly, ou seja, aberto para os animais, e que os funcionários têm o costume de cuidar dos animais que não têm um lar, oferecendo comida, água e afeto.

Boleto surgiu de forma repentina e constante. Em um dia normal, ele chegou, ganhou os cuidados, se deitou e dormiu. No dia seguinte, surgiu novamente. Depois, voltou outras três vezes, até que passou a ser presença constante na loja.

“Hoje a gente brinca que ele trabalha em escala 12×36: aparece um dia, falta no outro. Além daqui, ele também passa no espetinho perto da loja e em algumas casas da região”, relatou.

O apelido Boleto surgiu em tom de brincadeira entre os funcionários. “Ele chega todo dia, sem pedir licença, sempre no horário certo e já exigindo recursos. Assim como o boleto da vida adulta, ele aparece, a gente aceita e paga com ração e carinho.”

Apesar da fama e presença constante no comércio, Boleto ainda não foi adotado por um tutor oficial, o que gera preocupação entre os cuidadores. Vinicius estima que o cão macho tenha entre cinco e sete anos.

“O Boleto é extremamente carinhoso e brincalhão. Com certeza merece um lar cheio de amor.”

Para o gerente, o cão não é apenas um animal, mas, sim, a representação de como as pessoas deveriam ser. Mesmo sem um lar fixo, ele exala alegria, amor, carinho e esperança, sendo um símbolo de afeto e até conseguindo mudar o dia das pessoas com a sua presença.

“Todo animal merece amor e cuidado. Em meio a tanta crueldade no mundo, pequenas atitudes fazem diferença e provam que o amor sempre compensa”, completou Vinicius.

    Você viu?

    Ir para o topo