Mais de um milhão de hectares já queimaram na Europa neste ano. Se já é inegável que o tempo seco e as sucessivas ondas de calor no continente contribuíram para o recorde, um novo estudo de atribuição mostra que a crise climática também preparou o terreno meses antes, tornando os incêndios 22% mais intensos.
A estimativa é do WWA (World Weather Attribution), painel de cientistas que investiga a responsabilidade da crise climática em eventos extremos. O estudo rápido, que ainda não tem revisão por pares mas trabalha com parâmetros e modelos climáticos consagrados, analisou dados de Turquia, Grécia e Chipre, que desde junho combatem incêndios florestais a temperaturas que alcançam os 45°C.