Pela primeira vez, crianças e jovens na Polônia têm garantido o acesso a refeições escolares à base de plantas.
As novas regulamentações serão aplicadas a mais de 6,8 milhões de estudantes em quase 36 mil instituições de ensino em toda a Polônia a partir de 1º de setembro de 2026.
O Ministério da Saúde da Polônia finalizou e assinou, em fevereiro, a regulamentação sobre alimentos à base de plantas nas escolas. A atualização, prometida no ano passado, garante aos alunos acesso a “alternativas vegetais” à carne e aos laticínios, além de uma refeição à base de plantas por semana.
Patrycja Homa, presidente da Fundação ProVeg, afirmou: “Introduzir refeições saudáveis à base de plantas nas escolas é muito mais do que apenas cuidar da saúde. É também um investimento em educação que ensina as crianças a fazer escolhas alimentares informadas e responsáveis, benéficas tanto para elas mesmas quanto para o planeta.”
As diretrizes estipulam que todas as escolas devem servir um prato inteiramente à base de plantas, idealmente feito com leguminosas, pelo menos uma vez por semana. Elas podem servir carne duas vezes por semana e peixe uma vez por semana, mas devem oferecer uma alternativa vegetal às proteínas de origem animal. As escolas podem servir uma refeição flexível por semana, que pode ser à base de plantas ou de peixe, mas pelo menos duas vezes por semana, as escolas também devem servir sopa à base de plantas.
“O apoio prático às escolas e aos funcionários das cozinhas será crucial para que os novos padrões possam ser implementados de forma real e aceita pelos alunos”, acrescentou Homa. “É para isso que servem as atividades educativas e de formação realizadas no âmbito do programa Escola nas Plantas.”
‘Toda criança e adolescente deve ter acesso aos alimentos de sua preferência.’
Pesquisas anteriores do Instituto Green REV constataram que quase 80% das refeições escolares na Polônia incluem carne e, em alguns casos, as opções à base de carne compõem todo o cardápio. As regulamentações atualizadas são baseadas na “Dieta da Saúde Planetária”, da Comissão EAT Lancet, que preconiza uma alimentação predominantemente vegetal e cuja adoção em larga escala poderia prevenir mais de 40.000 mortes prematuras por dia.
Além de garantir o acesso a refeições escolares à base de plantas, o regulamento também torna obrigatório que as escolas ofereçam frutas ou vegetais em todas as refeições, uma maior proporção de grãos integrais e gorduras vegetais, e produtos sazonais, locais e orgânicos, sempre que possível. Garante ainda que o consumo de frituras seja limitado a, no máximo, duas refeições por semana. As cantinas escolares agora poderão vender bebidas à base de plantas e alternativas ao leite, desde que sejam enriquecidas com cálcio e vitamina B12.
“Toda criança e adolescente deve ter acesso aos alimentos de sua preferência, especialmente alimentos saudáveis e de qualidade”, disse Homa.
Traduzido de Plant Based News.