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INVESTIGAÇÃO

Corpo de onça morta após resgate com tranquilizante passa por autópsia em Goiás

O felino silvestre vulnerável à extinção morreu após procedimento de resgate. Caso é investigado por autoridades ambientais

9 de março de 2026
Francisco Dutra e Jaqueline Fonseca
2 min. de leitura
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Foto: Divulgação/CBMGO

O corpo de onça-parda (Puma concolor) morta após resgate com tranquilizante em Valparaíso de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal, passa por autópsia para determinar qual foi a causa da morte do felino. A espécie encontra-se em estado vulnerável à extinção.

A onça-parda que foi capturada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) dentro de uma chácara em Valparaíso de Goiás, morreu horas depois do resgate durante o trajeto ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), após o animal passar mal. A causa da morte não foi esclarecida.

Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a equipe do Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) esteve presente para prestar apoio veterinário durante a captura do animal.

De acordo com o órgão, em um primeiro momento, ainda no local, os profissionais realizaram a verificação dos sinais vitais, que se encontravam dentro da normalidade.

Posteriormente, durante o encaminhamento ao Cetas — unidade para a qual o animal seria destinado — foi constatado o óbito da onça no momento da chegada.

“Os procedimentos técnicos para averiguação da causa da morte já estão em curso”, garantiu o Ibram, em nota enviada ao Metrópoles.

De acordo com os CBMGO, o caso será analisado pelas equipes responsáveis pelo manejo da fauna silvestre.

Vulnerável à extinção

Atualmente, segundo o painel do Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio), a onça parda é uma espécie quase ameaçada (NT).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), espécies NT são aquelas que, embora não consideradas ameaçadas no momento, se aproximam de alguma categoria de ameaça, sendo possível que se qualifiquem como ameaçadas em um futuro próximo.

Dardo tranquilizante

Segundo os bombeiros, o animal se refugiou em uma árvore dentro da chácara por ter ficado assustado devido à presença de cães domésticos nas proximidades. A primeira avaliação do animal não mostrou ferimentos. De acordo com a corporação, a onça aparentava estar em boas condições.

Considerando o porte do felino, os militares acionaram uma equipe veterinária do Hfaus para auxiliar na captura. Um veterinário do hospital disparou um dardo tranquilizante para que o animal pudesse ser resgatado de cima do tronco da árvore.

Ao ser atingida, a onça se assustou, desceu da árvore e fugiu em direção a chácaras vizinhas.

O animal foi localizado depois, e, diante da nova situação, foi realizado um novo disparo de dardo tranquilizante.

Na segunda ação, a onça passou a apresentar os efeitos de sedação, o que acabou permitiu a captura em segurança.

Fonte: Metrópoles

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