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MOBILIZAÇÃO

Com adolescentes suspeitos do crime, morte de cão que vivia em praia catarinense gera comoção e protesto neste sábado

Cachorro comunitário Orelha vivia há dez anos na Praia Brava, em Florianópolis. Deputado propõe estátua para lembrar o animal

24 de janeiro de 2026
3 min. de leitura
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Foto: Arquivo pessoal

A morte do cão comunitário Orelha, espancado por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, transformou a comoção em mobilização. Moradores e ativistas convocam para a manhã deste sábado (24/01) uma manifestação no local onde o animal vivia havia mais de uma década, em um ato voltado para cobrar punição aos responsáveis pelo crime.

“Esse é o Orelha, um cão dócil, amável, que confiava nas pessoas e as via como seus melhores amigos”, diz uma das publicações que circulam nas redes sociais convocando o protesto, marcado para as 9h.

O caso é investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que já identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão. Segundo a corporação, as apurações avançaram a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos de moradores. O cão foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata no início do ano, chegou a ser levado a atendimento veterinário, mas não resistiu e passou por eutanásia.

Orelha era considerado um mascote da Praia Brava, onde morava havia cerca de dez anos e era alimentado diariamente por moradores. No sábado passado (17/01), um primeiro protesto já havia reunido pessoas no bairro para pedir justiça.

Além das manifestações de rua, o caso também chegou ao Legislativo estadual. O deputado estadual Mário Motta (PSD) defendeu publicamente a criação de uma estátua em homenagem ao animal. Para ele, a iniciativa seria uma forma de preservar a memória de Orelha e transformar a indignação coletiva em um símbolo permanente de combate à violência contra animais.

“Não há mais espaço para esse tipo de crime em nossa sociedade. Queremos justiça para o Orelha e para todos os animais vítimas da violência humana”, escreveu o parlamentar, que também divulgou um abaixo-assinado para viabilizar o projeto.

A Delegacia de Proteção Animal segue responsável pelo caso. A delegada Mardjoli Valcareggi afirmou que os suspeitos já foram localizados e que a investigação está na fase de oitivas. Ela também destacou a importância da colaboração da população, lembrando que crimes contra animais costumam ser difíceis de apurar.

Fonte: O Globo

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