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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Cientistas mudam medição do El Niño por causa do aquecimento global

28 de março de 2026
Vinícius Gonçalves
2 min. de leitura
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O aumento da temperatura dos oceanos levou cientistas a mudar a forma de medir o fenômeno climático El Niño. A revisão foi anunciada pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), que identificou distorções no método antigo devido ao aquecimento global.

Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, os oceanos já absorveram cerca de 90% do excesso de calor gerado pelos gases de efeito estufa. Esse cenário elevou a temperatura média das águas e dificultou a identificação precisa de eventos como o El Niño, que depende justamente da variação térmica do oceano Pacífico.

Novo cálculo tenta isolar efeito real

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico na faixa equatorial. Até então, a medição era feita com base em valores absolutos da temperatura da superfície do mar.

Com a mudança, os cientistas passaram a adotar um cálculo diferente. O novo modelo considera a média de temperatura de toda a região tropical e “desconta” esse valor da área específica do Pacífico analisada.

Na prática, isso permite separar o que é aquecimento global do que é, de fato, influência direta do fenômeno climático. Com a revisão, alguns períodos antes classificados como El Niño fraco passaram a ser considerados neutros, enquanto registros de La Niña aumentaram.

Previsão aponta possível retorno em 2026

Apesar da mudança na metodologia, as previsões indicam que o fenômeno pode voltar ainda em 2026. A NOAA estima 62% de chance de formação do El Niño entre junho e agosto.

Há ainda a possibilidade de o evento ganhar força ao longo do ano. Segundo a agência, existe cerca de um terço de chance de o fenômeno atingir intensidade forte no último trimestre.

As projeções também são acompanhadas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que indica a possibilidade de início já em maio, com evolução para níveis moderados ou fortes nos meses seguintes.

As atualizações na forma de medição devem impactar análises futuras e a leitura de dados históricos sobre o comportamento do clima global.

Fonte: Diarinho

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