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PRESSÃO DE ATIVISTAS

Chile retira corridas de galgos de seu calendário oficial e impulsiona debate nacional contra a crueldade

A decisão foi tomada em meio a um projeto de lei que tramita no Congresso para banir definitivamente a prática em todo o país.

30 de novembro de 2025
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Reprodução

O Chile deu um passo importante na proteção dos animais ao remover as corridas de galgos de seu calendário oficial após anos de denúncias sobre exploração, abusos e abandono desses cães. A decisão ecoa a pressão de grupos de defesa animal, que há muito tempo alertam para o sofrimento dos galgos forçados a correr doentes e esgotados,  descartados quando já não rendem lucro.

A discussão ganhou força após uma corrida, durante as Fiestas Patrias em Chile Chico, no sul do país, ser retirada da programação municipal. O evento, inicialmente autorizado pela prefeitura, gerou forte reação de ativistas e foi cancelado, abrindo portas para a remoção das corridas de galgos de seu calendário oficial.

Para organizações como o coletivo Patitagonia, sediado em Coyhaique, o cancelamento mostra rejeição explícita de uma prática que, segundo eles, não é cultura, e sim abuso. Do outro lado, defensores das corridas tentam manter a tradição viva sob o lema “Não à proibição, sim à regulamentação”, minimizando o impacto sobre os cães.

O cancelamento foi decidido em um momento decisivo no país. Em 2024, o deputado Sebastián Videla apresentou uma resolução pedindo a proibição nacional das corridas de galgos, aprovada pela Câmara dos Deputados em janeiro de 2025. O tema segue em discussão, mas a pressão pública é crescente e agora fortalecida.

O cenário chileno reflete uma tendência global. Nos Estados Unidos, as pistas praticamente desapareceram após a proibição aprovada pelos eleitores da Flórida. No Reino Unido, o fechamento de pistas vem se acelerando devido às críticas da sociedade e dos parlamentares. Austrália e Irlanda continuam enfrentando escândalos sobre violações de bem-estar animal.

A importância da decisão

Ao excluir as corridas de galgos das celebrações nacionais, o Chile deixa claro que costumes não podem servir de escudo para práticas violentas. Para os galgos que passaram anos correndo até as pernas falharem, a mudança significa a chance de viver sem serem explorados até o limite de seus corpos.

Para defensores dos animais, porém, ainda há um caminho longo pela frente. A retirada do evento do calendário de Chile Chico não elimina o risco de corridas paralelas, nem garante que a regulamentação atual seja suficiente para impedir novas formas de exploração.

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