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ASSASSINATO

Chamado de “melhor do mundo”, touro explorado em rodeio é morto após lesão nas arenas

15 de março de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Man Hater enfrentando o campeão mundial da PBR Cassio Dias Barbosa. Considerado o melhor touro de rodeio do mundo, ele foi sacrificado depois de sofrer uma lesão — Foto: PBR

A morte de um touro explorado em rodeios voltou a expor a violência por trás de um tipo de entretenimento que transforma vidas em mercadoria. Conhecido como Man Hater, ele era utilizado em competições da liga Professional Bull Riders e foi morto após sofrer uma fratura grave durante uma prova.

Apresentado pelo circuito como o melhor touro de rodeios do mundo e bicampeão da liga, Man Hater teve a pata traseira direita quebrada durante uma disputa da divisão de elite da PBR. Veterinários ligados à Oklahoma State University afirmaram que a lesão seria irreversível e recomendaram sua morte, decisão executada logo depois.

A trajetória que lhe rendeu fama nas arenas sempre esteve ligada a um sistema que submete bovinos a saltos violentos e movimentos bruscos para entreter plateias. Esses comportamentos não surgem de forma espontânea. São provocados por técnicas e equipamentos que intensificam o estresse físico e emocional para tornar as apresentações mais “espetaculares”.

Com quase uma tonelada, Man Hater era descrito pelos organizadores como extraordinário. Detinha a maior média individual da história da liga, 49,50 em um máximo de 50 pontos. Esses números costumam ser celebrados como façanhas esportivas, mas revelam apenas o quanto sua vida foi colocada repetidamente em risco.

Enquanto competidores humanos entram nas arenas por escolha própria e contam com equipamentos de proteção, os animais são transportados, confinados e obrigados a participar de provas que exploram sua reação ao medo e à dor. Quando se ferem de forma grave, passam de “campeões” a descartáveis.

A morte de Man Hater é uma contradição central do rodeio. O mesmo sistema que exalta animais como símbolos do espetáculo é incapaz de garantir sua integridade física. A vida desse touro, tratada como patrimônio valioso enquanto produzia lucros, termina como mais um exemplo do preço imposto a seres sencientes usados como peças de um show que depende do sofrimento para existir.

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