Um cavalo morreu durante uma cavalgada realizada em Novo Acordo, no Tocantins, após se assustar com fogos de artifício e tentar fugir do local. Segundo testemunhas, ele estava amarrado a uma pilastra quando entrou em pânico por causa do barulho dos fogos e, na tentativa desesperada de escapar, a estrutura caiu sobre ele.
Relatos apontam que outros cavalos também se assustaram durante o evento. A combinação entre fogos de artifício e som alto provocou correria entre eles, aumentando o risco de acidentes.
Há anos, cavalgadas são alvo de críticas, especialmente quando associadas a estímulos reconhecidamente traumáticos para os cavalos. Sensíveis e com audição altamente desenvolvida, eles podem reagir de forma extrema a explosões repentinas, entrando em estado de medo e fuga.
Além do sofrimento emocional, situações de pânico podem provocar ferimentos graves, fraturas, colapsos físicos e até mortes, como ocorreu em Novo Acordo.
O uso de fogos de artifício em eventos com presença de animais também é um grande problema. Diversas cidades brasileiras já aprovaram restrições a fogos com estampido justamente pelos impactos causados em animais domésticos e silvestres, que podem sofrer crises de ansiedade, desorientação e acidentes fatais.
Unir cavalgadas, música alta e fogos de artifício é uma combinação perigosa e fatal, que transforma animais em instrumentos de entretenimento humano sem considerar os riscos físicos e emocionais aos quais são submetidos.