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ESPORTE CRUEL

Cavalo é forçado a continuar corrida com as costas quebradas, vence disputa e é sacrificado

12 de abril de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: 2026 Getty Images

A morte de Gold Dancer, um cavalo de sete anos, após vencer o Mildmay Novices’ Chase durante o Festival do Grand National, no Reino Unido, expõe mais uma vez o custo imposto a animais explorados em corridas. O animal foi submetido à eutanásia logo após cruzar a linha de chegada, depois de sofrer uma lesão grave na última cerca do percurso.

Relatos indicam que Gold Dancer quebrou a coluna ao saltar o obstáculo final. Mesmo ferido, seguiu até o fim da prova antes de receber atendimento veterinário. A gravidade do quadro inviabilizou qualquer possibilidade de recuperação.

O episódio ocorre em um cenário já marcado por mortes recentes. Durante o Festival de Cheltenham, realizado em março, quatro cavalos perderam a vida em circunstâncias semelhantes. Os números reforçam o padrão de risco extremo ao qual esses animais são submetidos em competições que exigem velocidade, esforço físico intenso e saltos sucessivos em alta pressão.

As corridas de cavalos seguem autorizadas em diversos países, sustentadas por regulamentações que prometem garantir segurança e acompanhamento veterinário. Ainda assim, a repetição de lesões e mortes deixam claro que os animais são expostos a situações de risco alto e colapso físico.

Foto: Getty Image 2026

Organizações de defesa dos animais há anos denunciam que não se trata de eventos isolados, mas de uma consequência direta de um modelo que transforma vidas em desempenho. Lesões na coluna, fraturas expostas, hemorragias internas e colapsos cardíacos estão entre as ocorrências registradas com frequência em pistas de corrida.

A morte de Gold Dancer gerou indignação nas redes sociais e entre ativistas, que apontam a contradição entre a celebração da vitória e o destino do animal logo em seguida. Para esses grupos, não há compatibilidade entre exploração esportiva e respeito à vida.

Até o momento, os organizadores não detalharam todas as circunstâncias do ocorrido. Enquanto isso, novas mortes seguem sendo registradas em diferentes eventos, mantendo sob escrutínio uma indústria que, mesmo cercada de normas, continua produzindo vítimas.

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