A Assembleia Legislativa de Santa Catarina analisa um pedido de impeachment contra o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, acusado de improbidade administrativa e desvio de finalidade. A denúncia, encaminhada também ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, sustenta que a estrutura e a autoridade do cargo teriam sido utilizadas para ações de pré-campanha relacionadas à eleição de 2026. O documento reúne acusações de violação de princípios constitucionais e de uso indevido da máquina pública para promoção pessoal e política.
O dossiê, com mais de quatrocentas páginas de anexos, foi admitido pela Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado Jessé Lopes (PL). O material apresenta registros e documentos que apontam possível exploração do prestígio institucional para articulações políticas alheias às atribuições do cargo.
No campo das investigações criminais sobre o bárbaro crime na Praia Brava, em Florianópolis, o Ministério Público informou que vai solicitar novas diligências e esclarecimentos à Polícia Civil sobre os inquéritos que apuram o caso dos cães Orelha e Caramelo, além dos crimes de coação e ameaça relacionados aos episódios.
A 10ª Promotoria identificou lacunas na apuração sobre a possível participação de adolescentes. Já a 2ª Promotoria, responsável pela investigação envolvendo adultos, requisitou informações adicionais para reconstruir a sequência dos acontecimentos e verificar a eventual ligação dos suspeitos com as agressões aos cães.
A mobilização mantém a atenção pública sobre o andamento das investigações e sobre a capacidade das instituições de responder com transparência e rigor a crimes de violência contra animais.