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RISCO DE IMPUNIDADE

Caso Orelha: investigação avança sob lacunas e contradições na apuração de crime contra animal

1 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Redes sociais

O avanço das investigações sobre o caso Orelha levanta mais perguntas do que respostas e aprofunda a sensação de que a verdade vem sendo gradualmente diluída. Imagens que poderiam esclarecer responsabilidades deixaram de constar nos autos até o momento, enquanto versões contraditórias passam a ocupar o espaço que deveria ser preenchido por provas.

O quadro torna-se ainda mais sensível após a mudança no relato do vigia, que em um primeiro momento figurava como testemunha relevante e, posteriormente, passou a declarar desconhecimento total dos fatos. A alteração ocorre em uma etapa decisiva da apuração, acompanhada por menções a possíveis coações, o que compromete a credibilidade do processo.

A ausência das provas que “embrulharam o estômago” do governador de Santa Catarina, Jorginho Melo, segundo ele mesmo afirmou, e o esvaziamento de depoimentos não afetam apenas este caso. Comprovam que a vida animal permanece vulnerável diante de estruturas que demonstram dificuldade em reconhecer sua relevância jurídica e ética.

Foto: Reprodução/Instagram

Nosso corpo jurídico tem relatado dificuldades para o ingresso de medidas judiciais relacionadas ao caso. Restrições no acesso a informações e documentos essenciais têm comprometido a atuação técnica. Enquanto um animal submetido a uma crueldade extrema perde a vida, os elementos necessários para sustentar a responsabilização tornam-se instáveis, limitados ou não disponibilizados à defesa até o momento.

Sem isso, a morte de Orelha corre o risco de ser reduzida a mais um crime arquivado, enquanto a sociedade é obrigada a aceitar o inaceitável e a normalização da violência.

 

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