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EM SEGURANÇA

Capivara procurada há 1 mês com 'arco' preso ao corpo é capturada e libertada em Piracicaba (SP)

Animal foi encontrado na noite desta segunda-feira (02/03). Administração municipal alerta para riscos do descarte irregular de resíduos à fauna silvestre.

3 de março de 2026
8 min. de leitura
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Foto: Prefeitura de Piracicaba/Reprodução

A capivara vista em Piracicaba (SP) com uma espécie de ‘arco’ preso ao tórax, desde o dia 29 de janeiro de 2026, foi capturada na noite desta segunda-feira (02/03) em um das áreas de monitoramento preparadas em pontos do Complexo da Rua do Porto. O objeto no corpo do animal era uma fita plástica. Após a retirada do artefato, a capivara foi liberada, segundo informações da prefeitura.

O animal silvestre foi monitorado por mais de um mês. Equipes da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente – Divisão de Bem-Estar Animal, do Corpo de Bombeiros e voluntários participaram da ação.

A Prefeitura do município preparou um esquema para retirar o objeto e garantir a segurança do animal.

“A captura foi possível após o preparo de uma área para manejo e semanas de monitoramento do animal, na avenida Cruzeiro do Sul. A ação programada permitiu que ela fosse capturada sem causar estresse ou colocar em risco sua vida”, detalhou a prefeitura.

Área de contenção

Um área de contenção foi montada para realizar a retirada o artefato com ajuda de uma armadilha para capturar a capivara e, depois, fazer o manejo adequado com o animal silvestre. Técnicos e profissionais da Divisão de Proteção Animal estão a postos.

Até o momento da captura da capivara, o tipo de material e as circunstâncias de como o artefato ficou enroscado no corpo do animal eram desconhecidos.

Ainda segundo a administração municipal, equipes da Divisão de Proteção Animal realizam tentativas contínuas de captura para procedimento de retirada do artefato e garantir a segurança do animal desde o dia 29 de janeiro de 2026.

Armadilha

O espaço foi montado próximo ao local já frequentado pela capivara.

Segundo a equipe da Divisão de Proteção Animal, os técnicos monitoravam o comportamento do animal para realizar o procedimento no momento mais oportuno, com o menor nível de estresse possível.

O local exato da armadilha não foi divulgado para evitar que curiosos afugentem o animal e prejudiquem o trabalho, informou a prefeitura.

Como funciona o manejo?

Segundo a prefeitura, o espaço foi estruturado por especialistas e possui cercamento e técnicas que garantem a segurança da equipe e da capivara.

O manejo depende de o animal entrar voluntariamente no espaço, sem perceber alterações no ambiente.

Por onde a Capivara andou?

Ainda segundo a prefeitura, o animal foi avistado em diferentes ocasiões, nas imediações da Avenida Cruzeiro do Sul, porém nem sempre é encontrado no mesmo ponto.

Por se tratar de uma espécie que se desloca em bandos e possui ampla mobilidade, a capivara muda com frequência de localidade, o que exige monitoramento constante.

“O problema maior é que a capivara tem comportamento arredio. Ela já percebe a aproximação das equipes e se esquiva rapidamente, buscando refúgio no rio, localizado a menos de 1,5 metro do ponto onde costuma ser vista”, explicou o veterinário e gerente da Divisão, Maurício Etechebere.

“Além disso, não é possível realizar a sedação do animal nessas condições, e alternativas como o uso de armadilhas dependem de autorização de órgãos ambientais, como o Ibama, o que inviabiliza a adoção imediata desse método”, completou.

Capivara ferida

Uma segunda capivara com ferimentos também foi identificada, mas a avaliação técnica concluiu que as lesões são resultado de disputas territoriais naturais do bando.

A prefeitura informou que, ao contrário do primeiro caso, este segundo não terá intervenção, pois o procedimento causaria estresse excessivo e desnecessário à fauna silvestre.

A administração reforça que o descarte irregular de resíduos representa risco à fauna e pede atenção da população para preservar as margens do rio.

Fonte: G1

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