A capivara vista em Piracicaba (SP) com uma espécie de ‘arco’ preso ao tórax, desde o dia 29 de janeiro de 2026, foi capturada na noite desta segunda-feira (02/03) em um das áreas de monitoramento preparadas em pontos do Complexo da Rua do Porto. O objeto no corpo do animal era uma fita plástica. Após a retirada do artefato, a capivara foi liberada, segundo informações da prefeitura.
O animal silvestre foi monitorado por mais de um mês. Equipes da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente – Divisão de Bem-Estar Animal, do Corpo de Bombeiros e voluntários participaram da ação.
A Prefeitura do município preparou um esquema para retirar o objeto e garantir a segurança do animal.
“A captura foi possível após o preparo de uma área para manejo e semanas de monitoramento do animal, na avenida Cruzeiro do Sul. A ação programada permitiu que ela fosse capturada sem causar estresse ou colocar em risco sua vida”, detalhou a prefeitura.
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Área de contenção
Um área de contenção foi montada para realizar a retirada o artefato com ajuda de uma armadilha para capturar a capivara e, depois, fazer o manejo adequado com o animal silvestre. Técnicos e profissionais da Divisão de Proteção Animal estão a postos.
Até o momento da captura da capivara, o tipo de material e as circunstâncias de como o artefato ficou enroscado no corpo do animal eram desconhecidos.
Ainda segundo a administração municipal, equipes da Divisão de Proteção Animal realizam tentativas contínuas de captura para procedimento de retirada do artefato e garantir a segurança do animal desde o dia 29 de janeiro de 2026.
Armadilha
O espaço foi montado próximo ao local já frequentado pela capivara.
Segundo a equipe da Divisão de Proteção Animal, os técnicos monitoravam o comportamento do animal para realizar o procedimento no momento mais oportuno, com o menor nível de estresse possível.
O local exato da armadilha não foi divulgado para evitar que curiosos afugentem o animal e prejudiquem o trabalho, informou a prefeitura.
Como funciona o manejo?
Segundo a prefeitura, o espaço foi estruturado por especialistas e possui cercamento e técnicas que garantem a segurança da equipe e da capivara.
O manejo depende de o animal entrar voluntariamente no espaço, sem perceber alterações no ambiente.
Por onde a Capivara andou?
Ainda segundo a prefeitura, o animal foi avistado em diferentes ocasiões, nas imediações da Avenida Cruzeiro do Sul, porém nem sempre é encontrado no mesmo ponto.
Por se tratar de uma espécie que se desloca em bandos e possui ampla mobilidade, a capivara muda com frequência de localidade, o que exige monitoramento constante.
“O problema maior é que a capivara tem comportamento arredio. Ela já percebe a aproximação das equipes e se esquiva rapidamente, buscando refúgio no rio, localizado a menos de 1,5 metro do ponto onde costuma ser vista”, explicou o veterinário e gerente da Divisão, Maurício Etechebere.
“Além disso, não é possível realizar a sedação do animal nessas condições, e alternativas como o uso de armadilhas dependem de autorização de órgãos ambientais, como o Ibama, o que inviabiliza a adoção imediata desse método”, completou.
Capivara ferida
Uma segunda capivara com ferimentos também foi identificada, mas a avaliação técnica concluiu que as lesões são resultado de disputas territoriais naturais do bando.
A prefeitura informou que, ao contrário do primeiro caso, este segundo não terá intervenção, pois o procedimento causaria estresse excessivo e desnecessário à fauna silvestre.
A administração reforça que o descarte irregular de resíduos representa risco à fauna e pede atenção da população para preservar as margens do rio.
Fonte: G1