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AVANÇO CIENTÍFICO

Cãozinho com paralisia volta a andar após tratamento polilaminina desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro

Estudo aplicou biomaterial diretamente na medula de seis cães com paralisia crônica e registrou melhora motora em quatro deles, apontando novos caminhos para a medicina regenerativa.

4 de março de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: TV Globo

O cãozinho Teodoro já não conseguia mais se levantar. Uma lesão na medula espinhal fez com que ele perdesse o movimento das patas traseiras, antes firmes. Sua rotina passou a ser marcada pela dependência.

Foi nesse cenário que a ciência entrou em cena com o resultado de mais de duas décadas de pesquisa. No laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a cientista Tatiana Lobo Coelho de Sampaio desenvolveu uma substância capaz de reacender movimentos onde antes havia paralisia.

Conduzido pela equipe da professora, o estudo testou a chamada polilaminina, um biomaterial inspirado na laminina, proteína natural do organismo responsável por conectar fibras nervosas. A proposta é estimular a regeneração de nervos danificados e favorecer a reconexão neural em áreas afetadas por lesões antigas da medula espinhal.

O estudo envolveu seis cães com paralisia crônica nas patas traseiras. A substância foi aplicada diretamente na coluna dos animais, em associação com sessões intensivas de fisioterapia. Quatro deles apresentaram melhora motora significativa após o protocolo experimental. Entre eles estava Teodoro, que voltou a movimentar as patas.

Os resultados são considerados promissores no campo da medicina regenerativa, especialmente no tratamento de lesões medulares, uma das áreas mais desafiadoras da neurologia. Ainda que o método esteja em fase experimental, exigindo ampliação da amostra, novos testes e acompanhamento de longo prazo, a recuperação parcial observada reacende perspectivas que, até pouco tempo atrás, pareciam distantes.

Se confirmados em estudos futuros, os efeitos da polilaminina podem transformar o tratamento de lesões medulares em animais quanto em humanos. Para Teodoro, porém, o impacto já é concreto.

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