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INCONSISTÊNCIA

Cão Orelha: após apresentar vídeo como prova, polícia agora diz que imagem era ‘meramente ilustrativa’

Polícia Civil de Santa Catarina afirma que frame divulgado em material institucional não correspondia indicava momento exato da agressão e servia apenas para exemplificar circulação do adolescente

7 de fevereiro de 2026
4 min. de leitura
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Foto: Reprodução / Polícia Civil de Santa Catarina

A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (06/02), que a imagem exibida em um vídeo sobre o caso do cão Orelha, e apresentada publicamente como parte da apuração, tinha caráter “meramente ilustrativo”. O frame, produzido pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) em parceria com a polícia, mostrava o adolescente apontado como autor do ato saindo para a praia acompanhado de uma jovem às 6h35 do dia 4 de janeiro, e foi utilizado apenas para exemplificar uma das diversas imagens captadas pelas câmeras de monitoramento naquela madrugada.

“Ressalta-se que a referida imagem foi utilizada no vídeo com caráter meramente ilustrativo, para exemplificar uma das diversas imagens captadas pelas câmeras de monitoramento naquele dia”, destaca a polícia, em nota.

A nota detalha a movimentação dos adolescentes entre a área da piscina e a praia ao longo da noite. Conforme a Polícia Civil, o jovem investigado saiu da piscina em direção à praia às 5h25 acompanhado de outros rapazes, retornou às 5h58 com uma amiga, voltou a sair às 6h35 e entrou novamente no condomínio às 6h37, também com essa jovem.

É justamente esse último deslocamento que aparece na imagem divulgada no vídeo. A corporação sustenta que a utilização do frame não altera as conclusões do inquérito e afirma que a investigação segue em andamento, aguardando a extração de dados de celulares apreendidos, que podem reforçar ou ampliar os elementos já reunidos.

Relatório de investigação da Delegacia-Geral da Polícia Civil, de 2 de fevereiro, aprofunda a cronologia e aponta divergências entre registros automáticos da portaria e a análise manual das câmeras. Pelo sistema de reconhecimento facial, o adolescente teria retornado ao condomínio às 4h54, mas a análise das imagens indicou que ele entrou, na verdade, às 6h37, acompanhado da jovem.

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