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CONSCIENTIZAÇÃO

Cão de 16 anos com demência comove as redes sociais ao manter sua rotina noturna

Vídeo viral mostra o cachorro Max caminhando em direção à sua cama e parando ao se lembrar de que ainda não havia recebido seu lanche da noite

7 de janeiro de 2026
José Guerrero
5 min. de leitura
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Foto: Reprodução/Redes sociais

Um momento cotidiano estrelado por Max, um cachorro de 16 anos, tornou-se um fenômeno viral nas redes sociais e gerou milhares de reações devido à simplicidade da cena e ao contexto de saúde do animal. O vídeo, compartilhado no TikTok, mostra o cachorro seguindo sua rotina noturna, um hábito que ele mantém apesar de sofrer da síndrome da disfunção cognitiva canina, uma condição comparável à demência em humanos.

A gravação, que já acumula quase 2,8 milhões de visualizações e mais de 450 mil curtidas, mostra Max caminhando pelo corredor de sua casa em direção à cama, como faz todas as noites às 19h. No meio do caminho, o cachorro para, se vira e volta.

De acordo com o texto que acompanha o vídeo, esse gesto ocorre porque Max se lembra de que ainda não recebeu seu lanche noturno, parte fixa de sua rotina diária.

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O contexto da demência canina

O gesto ganha ainda mais significado devido à condição médica do animal. Max sofre da síndrome da disfunção cognitiva canina, uma doença neurodegenerativa que afeta a memória e o comportamento em cães idosos.

Apesar dessa condição, o vídeo mostra que Max mantém certos hábitos profundamente enraizados, como lembrar-se de seu petisco antes de dormir, o que foi interpretado pelos usuários como uma demonstração da força das rotinas em animais mais velhos.

A tutora de Max, Sandra Bond, residente na Califórnia, explicou à revista Newsweek que o cachorro geralmente vai para a cama sozinho todas as noites, mas às vezes volta pelo corredor quando se lembra que é hora de seu petisco noturno.

Bond explicou que essa recompensa consiste em um comprimido mastigável feito com caldo de osso, que o ajuda a se manter calmo antes de dormir.

Problemas de saúde acumulados

Além do comprometimento cognitivo, Max sofre de doença vestibular, artrite, um tumor no estômago, cegueira e surdez. Apesar desse quadro clínico, seu dono afirma que o cão vive o presente e responde aos estímulos cotidianos associados à sua rotina.

Bond indicou que considera esta fase como “anos extras”, que ele tenta aproveitar ao máximo com Max e sua irmã gêmea, Pumpkin.

O vídeo gerou milhares de comentários de usuários que compartilham experiências semelhantes com animais de estimação idosos, como: “Cães mais velhos são os melhores. Eles são adoráveis”, “Eu adoro a idade em que eles começam a ir para a cama sozinhos. É tão fofo” e “Como é bom envelhecer sendo cuidado, compreendido e amado”.

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