Mais um cão comunitário foi morto. Na tarde de ontem (27/01), Abacate, um cachorrinho dócil foi covardemente atingido por um disparo de arma de fogo em Toledo, no oeste do Paraná, e não sobreviveu aos ferimentos. Ele tinha apenas cerca de sete meses de vida.
Moradores do bairro Tocantins encontraram o filhote ferido e o levaram imediatamente para atendimento veterinário. Os exames confirmaram que a bala havia atravessado o abdômen, perfurando o intestino e causando danos severos aos rins.
O estado clínico era crítico. Mesmo após ser encaminhado para cirurgia em um hospital veterinário particular, Abacate morreu poucas horas depois.
A equipe de Proteção Animal de Toledo informou que as lesões eram profundas e incompatíveis com a recuperação. A gravidade do ferimento indica uma ação deliberada e violenta contra um animal indefeso, incapaz de qualquer reação ou ameaça.
Abacate vivia sob cuidados da comunidade. Durante o dia, circulava pelas ruas do bairro; à noite, era acolhido por uma moradora. Alimentação, água e assistência básica eram garantidos coletivamente pela vizinhança, que já se organizava para a castração do filhote nos próximos dias.
Segundo relatos, Abacate chegou ao local ainda muito pequeno e cresceu cercado de amor. Era conhecido pelo comportamento tranquilo e afetuoso, um cão que estabeleceu laços e ocupava um espaço de excelente convivência. Sua morte encerra de forma abrupta uma existência que mal havia começado.
Até o momento, não há identificação de suspeitos. A Polícia Civil do Paraná conduz a investigação, mas ainda não divulgou informações sobre autoria ou motivação. A lentidão nas respostas proporciona a sensação recorrente de permissividade diante de crimes cometidos contra animais, mesmo quando a lei prevê punição.
Em reação à violência, moradores de Toledo convocaram uma manifestação por justiça. O ato ocorrerá no sábado, 31 de janeiro, às 10h, no Parque do Povo. A mobilização busca afirmar que cães comunitários têm direito à vida, que filhotes não são alvos e que a crueldade contra animais não pode seguir sendo tratada como um desvio menor, mas como uma grave violação ética e legal.