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LIVRE EM SANTUÁRIO

Cantora Cher liderou campanha que libertou o elefante conhecido como "o mais solitário do mundo"

17 de janeiro de 2026
Vivian Guilhem/ Redação ANDA
3 min. de leitura
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Após décadas em cativeiro em condições precárias no Zoológico Marghazar, em Islamabad, no Paquistão, o elefante Kaavan foi finalmente transferido para um santuário de vida selvagem no Camboja, encerrando uma longa história de sofrimento e isolamento. Kaavan passou cerca de 35 anos em um espaço insuficiente e sem companhia adequada.

A campanha pela libertação do elefante ganhou repercussão internacional a partir de 2016, quando ativistas de direitos animais, incluindo a cantora americana Cher, começaram a exigir sua transferência para um ambiente mais adequado. Cher ajudou a mobilizar apoio global, participou de campanhas nas redes sociais, usou sua organização Free the Wild e viajou para o Paquistão como parte dos esforços para conseguir melhores condições para Kaavan.

Em maio de 2020, a Suprema Corte de Islamabad ordenou que Kaavan fosse removido do zoológico e realocado em um santuário apropriado. O elefante foi então preparado por veterinários e especialistas em bem-estar animal para a longa jornada até o Santuário de Vida Selvagem Kulen Prom Tep, no norte do Camboja, onde passou a viver em um espaço muito maior e acompanhado de outros elefantes da sua espécie.

A presença de Kaavan em um zoológico sem ambiente adequado e sozinho por tantos anos despertou críticas de grupos de proteção animal e especialistas, que apontaram a falta de espaço, socialização e estímulos naturais como fatores que prejudicaram sua saúde física e mental. Em seu novo lar, ele tem acesso a um ambiente que atende melhor às necessidades de uma espécie que naturalmente percorre grandes distâncias e vive em grupos sociais complexos.

O caso de Kaavan é um exemplo claro dos limites e impactos negativos do cativeiro em zoológicos. Manter espécies tão inteligentes e sociais em espaços artificiais não só compromete seu bem-estar como vai contra princípios básicos de respeito à vida animal. A libertação de Kaavan é vista como uma vitória para a causa animal.

O caso de Kaavan também dialoga com mobilizações atuais no Brasil, como a campanha que pede a libertação do elefante Sandro, mantido no zoológico de Sorocaba, em São Paulo. A iniciativa da ANDA e apoiada por artistas como a atriz Bianca Bin, denuncia os impactos do cativeiro prolongado sobre um animal social e altamente sensível, defendendo sua transferência para um santuário onde possa viver em condições compatíveis com suas necessidades físicas e emocionais. Assim como ocorreu no Paquistão, a campanha brasileira reforça que a pressão pública, aliada ao engajamento de figuras conhecidas, pode ser decisiva para transformar políticas e garantir o direito de elefantes a uma vida fora de jaulas e longe do confinamento imposto por zoológicos.

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