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DENÚNCIA

Campo de concentração: imagens feitas por ativistas mostram galpões de criação de beagles para testes na China

Relatos indicam uma cadeia internacional que abastece laboratórios em diferentes países e envolve o uso de cães e primatas em pesquisas.

6 de fevereiro de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Divulgação

Uma rede internacional de criação e fornecimento de cães para experimentação científica voltou ao centro das denúncias de organizações de defesa animal, que acusam empresas e governos de sustentar um sistema global marcado por sofrimento, falta de transparência e repressão a protestos. No foco das críticas está a Marshall BioResources (MBR), empresa apontada como peça-chave no comércio mundial de beagles explorados e mortos em testes laboratoriais.

Segundo grupos em defesa dos direitos animais, pouco se sabe oficialmente sobre um criadouro de beagles da MBR na China, localizado em uma pequena cidade nos arredores de Pequim. Imagens recebidas por ativistas mostram galpões onde os cães seriam criados em larga escala. Há também relatos de que a empresa Samitek teria um acordo exclusivo para importar animais da unidade chinesa para laboratórios na Índia, ampliando o alcance internacional da indústria.

A falta de transparência sobre a estrutura chinesa dificulta a fiscalização independente e impede a verificação das condições em que os animais vivem antes de serem enviados ao exterior. Segundo organizações, o local operaria com acesso restrito e pouca divulgação pública, o que levanta suspeitas sobre o manejo dos cães e os padrões de bem-estar adotados durante a criação e o transporte internacional.

Imagens atribuídas ao complexo mostram fileiras de galpões industriais e estruturas fechadas que, segundo denunciantes, seriam utilizadas para a reprodução intensiva de filhotes destinados exclusivamente à experimentação. Grupos de defesa animal afirmam que a produção em massa transforma os cães em “mercadoria biológica”, inserida em uma cadeia logística global que envolve criação, exportação e fornecimento direto para laboratórios em diferentes países.

Estimativas apontam que cerca de 100 mil filhotes de beagle são utilizados anualmente em testes de toxicidade em todo o mundo, procedimentos denunciados como cruéis e incapazes de fornecer resultados relevantes para humanos. A MBR é descrita por organizações como uma das principais fornecedoras desse mercado, responsável por abastecer laboratórios em diversos países.

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