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PRESSÃO INTERNACIONAL

Campanha global é lançada para boicotar a Copa do Mundo no Marrocos devido ao massacre de milhares de cães

1 de março de 2026
Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Getty Images

O Marrocos passou a enfrentar pressão internacional após denúncias de que cerca de três milhões de cães em situação de rua estariam na mira de ações de extermínio antes da Copa do Mundo da FIFA 2030, que o país irá coorganizar ao lado de Espanha e Portugal. Entidades de proteção animal afirmam que a matança já estaria em curso em diferentes cidades.

A International Animal Welfare and Protection Coalition reuniu fotografias, vídeos e relatos que descrevem envenenamento com estricnina, disparos em vias públicas e captura com instrumentos de contenção. Segundo a coalizão, há registros de animais deixados agonizando em ruas movimentadas e de corpos descartados sem qualquer cuidado sanitário. Antes mesmo da confirmação do país como sede do torneio, a organização estimava que centenas de milhares de cães eram mortos anualmente. Agora, alerta para uma escalada.

O ator Mark Ruffalo criticou as denúncias e afirmou que eliminar milhões de vidas para preparar um evento esportivo representa falência ética. Para ele, uma competição internacional não pode ser associada a sofrimento oculto.

A embaixada marroquina em Londres rejeitou as acusações e declarou que não há plano de abate. Autoridades citam um programa implementado em 2019 baseado em captura, esterilização, vacinação e devolução ao território, além de investimentos em clínicas veterinárias e infraestrutura urbana. A FIFA informou que dialoga com a coalizão para apresentar recomendações às autoridades locais e garantir o cumprimento de compromissos relacionados ao bem-estar animal.

Enquanto isso, a organização americana In Defense of Animals relata que dezenas de cães estariam sendo mortos a cada dois dias em cidades como Marrakech e Agadir. Imagens de animais feridos circularam amplamente nas redes sociais e impulsionaram campanhas de boicote ao torneio. A comentarista Laura Loomer afirmou que permitir a realização do campeonato diante dessas denúncias compromete a credibilidade da entidade esportiva.

Especialistas em políticas públicas apontam que o controle populacional por meio de esterilização em larga escala, vacinação e educação comunitária apresenta resultados consistentes quando aplicado de forma contínua. Optar por extermínio como resposta rápida a um desafio urbano revela desprezo por vidas vulneráveis e falha em enfrentar as causas estruturais do abandono.

A dimensão das acusações coloca em xeque a imagem internacional do país às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do planeta. Se confirmadas, as práticas descritas expõem um modelo que tenta esconder a pobreza animal sob o tapete de um espetáculo global.

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