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ESTUDO

Calor extremo ameaça sistema natural de resfriamento das abelhas e coloca polinização em risco

Temperaturas cada vez mais altas podem desorganizar o equilíbrio térmico das colmeias, reduzir populações de abelhas e ampliar os riscos para a polinização

14 de janeiro de 2026
4 min. de leitura
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Foto: Freepik

As abelhas são conhecidas por manter um controle rigoroso da temperatura dentro das colmeias, condição essencial para o desenvolvimento saudável das crias. Mas esse mecanismo natural começa a falhar diante do avanço das ondas de calor extremas. Um estudo conduzido nos Estados Unidos mostra que temperaturas cada vez mais altas podem desorganizar o equilíbrio térmico das colmeias, reduzir populações de abelhas e ampliar os riscos para a polinização. É o que traz o site Science Daily.

A pesquisa, cujo título é “Negative Effects of Excessive Heat on Colony Thermoregulation and Population Dynamics in Honey Bees” (“Efeitos negativos do calor excessivo sobre a termorregulação das colônias e a dinâmica populacional das abelhas”), publicada na revista Ecological and Evolutionary Physiology, acompanhou nove colônias de abelhas durante um verão excepcionalmente quente no Arizona. Ao longo de três meses, as temperaturas frequentemente superaram os 40 °C. Embora as colônias conseguissem manter a temperatura média da área de cria dentro da faixa considerada ideal — entre 34°C e 36°C —, os pesquisadores observaram oscilações significativas ao longo do dia.

No centro da colmeia, as abelhas em desenvolvimento passaram cerca de 1,7 hora diária abaixo da temperatura ideal e aproximadamente 1,6 hora acima desse intervalo. Nas bordas da área de cria, a situação foi ainda mais crítica: os filhotes ficaram expostos por quase oito horas por dia a temperaturas fora da faixa segura, condição considerada estressante e potencialmente prejudicial.

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