Iniciada no começo de 2022, depois que tropas russas invadiram localidades próximas à capital ucraniana, a guerra da Ucrânia já se estende para seu 4º ano de duração e, até o momento, ainda não há uma perspectiva de quando ela pode chegar ao fim.
Ao longo de sua extensão, o conflito alterou totalmente a realidade do país, que se encontra em um avançado estágio de deterioração, segundo avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas vale destacar que estas condições hostis não estão afetando apenas os seres humanos.
Afinal, de acordo com um estudo publicado na revista científica Evolutionary, a guerra tem alterado as características dos cães domésticos, fazendo com que eles adotem comportamentos mais selvagens.
A análise, que coletou dados de mais de 700 cães ao redor de toda a Ucrânia, observou que os animais que estão na linha de frente têm apresentado focinhos mais compridos, orelhas arqueadas e um porte físico mais magro do que o comum.
Além disso, eles passaram a viver mais em grupo, como uma alcateia, e aparentam estar saudáveis, conseguindo se alimentar sozinhos. Desta forma, os cientistas responsáveis pela pesquisa concluíram que os cães estão ficando cada vez mais parecidos com lobos, coiotes e dingos.
Atitudes de tutores também influenciaram mudanças nos cães
Embora a guerra tenha servido como o principal fator para que os cães desenvolvessem as características observadas, que atualmente, são a chave de sua sobrevivência, os pesquisadores não isentaram a culpa dos tutores.
Até porque os animais conviveram grande parte de sua vida com seus donos, tornando-se totalmente dependentes. E vale ressaltar que, caso eles ainda estivessem juntos, seu comportamento permaneceria o mesmo.
Porém, conforme destacado por Mariia Martsiv, que é uma das autoras do estudo, em entrevista ao jornal The New York Times, muitos tutores que conseguiram deixar o país acabaram abandonando os cães em estações de trem ou territórios ocupados, forçando-os a se tornarem independentes.
Fonte: Diário de Pernambuco