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LUTO E LEALDADE

Cachorro resgatado insiste em ficar no local onde duas crianças de sua família morreram soterradas na Ilha do Governador (RJ)

A permanência do cão no cenário da tragédia mostra o forte vínculo afetivo que animais constroem com suas famílias.

27 de junho de 2026
Redação ANDA
3 min. de leitura
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Foto: Ana Paula Jaume/ CBN

Enquanto a Polícia Civil investiga as causas do desabamento de um prédio de três andares na comunidade Praia da Rosa, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, o cachorro da família, resgatado com vida, se recusa a deixar o local da tragédia, permanecendo ao lado dos pertences de duas meninas que morreram soterradas.

Mesmo em meio aos escombros, à movimentação das equipes e ao vazio deixado pela perda, o cão permanece ali. Com o olhar perdido e comportamento de quem parece esperar por aquelas que nunca mais voltarão, ele foi visto próximo aos objetos das irmãs Vitória Aleixo, de 11 anos, e Agatha Aleixo, de 4, vítimas do desabamento ocorrido na quinta-feira (25/06).

Vitória e Agatha estavam no segundo andar do imóvel quando a estrutura cedeu. As duas morreram soterradas. Os pais das meninas estavam trabalhando no momento do acidente e foram surpreendidos pela notícia devastadora.

O cão também estava na residência, mas foi resgatado com vida.

Embora não consiga expressar sua dor em palavras, o comportamento do cachorro mostra um luto que também merece ser reconhecido. Cães formam vínculos profundos com suas famílias e são capazes de sentir a ausência daqueles com quem convivem diariamente. Mudanças repentinas na rotina, perdas e situações traumáticas podem provocar tristeza, desorientação e comportamentos de espera, como permanecer no último local onde estiveram com seus tutores.

Enquanto as investigações sobre as causas do desabamento continuam, a imagem do cachorro ao lado dos pertences das meninas marca essa tragédia. Sua lealdade lembra que, além das vidas humanas interrompidas, os animais também vivenciam perdas profundas, sentem a ausência daqueles que amavam e carregam, à sua maneira, as marcas da dor.

 

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