O cachorro de uma mulher morta por agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em Minneapolis, passa bem e está com sua outra tutora. Em uma gravação é possível ver o cão no banco traseiro do carro no instante em que um dos policiais disparou contra Renee Good, atingindo-a fatalmente na cabeça.
O vídeo, feito por um agente do ICE, mostra Renee sentada ao volante enquanto sua esposa, Becca Good, conversa do lado de fora com os oficiais. O cachorro observa atento, imóvel, sem entender a escalada de tensão ao redor. Quando Renee movimenta o carro, o agente Jonathan Ross atira. Mesmo ferida, ela ainda acelera por alguns metros antes de o veículo colidir na via. Após o disparo, uma voz registrada na gravação profere um xingamento dirigido à mulher baleada.
Logo após o disparo, Becca entrou em desespero ao perceber que a esposa havia sido atingida. Ao mesmo tempo em que gritava por Renee, implorava para que alguém retirasse o cachorro do veículo. Segundo um vizinho que preferiu não se identificar, ela repetia que havia um animal lá atrás e pedia ajuda para resgatá-lo. “Tem um cachorro lá atrás. Alguém pode pegá-lo para mim, por favor?”, pediu ela.
Após os disparos, um homem que se identificou como médico foi impedido por policiais de prestar socorro imediato a Renee. Ela foi levada a um hospital e declarada morta pouco depois.
Becca conseguiu pegar o cão e sentou-se com ele nos degraus de uma casa próxima, abraçando-o enquanto equipes da SWAT isolavam a área.
Sem Renee, o cachorro e os três filhos humanos que ela deixa para trás terão de aprender a existir com uma ausência que nada preenche. O cão seguirá a vida carregando uma ruptura abrupta que nenhum cuidado posterior apaga. As crianças, privadas do convívio, do afeto e da proteção materna, crescerão com a memória de uma mãe morta de forma violenta e injusta.